quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Rua do Parque Ester em Cosmópolis está tomada por lixo e buracos

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Menino é queimado pela madrasta por deixar casa desarrumada na Bahia

Polícia chegou a casa da criança após denúncias anônimas.

 
Um menino de nove anos teve parte das costas queimada com água quente, no bairro Tomba, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. A polícia chegou até a casa da criança, na tarde desta terça-feira (25), após uma denúncia anônima.

De acordo com a DAI (Delegacia do Adolescente Infrator), a madrasta do garoto, teria queimado o menino, na última quinta-feira (20), por ter encontrado a casa desarrumada e sentir falta de um perfume.

 — Ela agredia a criança e não socorreu depois que o queimou. Além de agredi-lo, ela proibia o menino de sair de casa.

Ainda segundo a DAI, Carla Matias Vieira, de 27 anos, disse ao pai da criança, que já teria levado ele ao hospital, mas que lá o menino teria o risco de pegar uma infecção.
— Desde quinta-feira, a criança estava presa em casa sem nenhum socorro. Ela sempre deixava o menino sozinho.

Em depoimento à polícia, o pai contou que não levou o garoto ao médico porque a mulher tem curso técnico de enfermagem e saberia cuidar dele. Ele foi indiciado por omissão de socorro e responderá em liberdade.

Carla foi indiciada por tortura, cárcere privado e omissão de socorro. Após ser ouvida pela polícia, ela foi encaminhada para o Conjunto Penal de Feira de Santana.
 

Sogro de policial que baleou bandido fala sobre crime em Campinas

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Polícia detém suspeitos de impor toque de recolher em SP

Foram detidos dois adultos e dois adolescentes, todos homens, na região do Parque Novo Mundo.


A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou na manhã desta quarta-feira (26), que quatro pessoas foram detidas pela Polícia Civil na noite de terça-feira (25), enquanto ordenavam que comerciantes da zona norte de São Paulo fechassem suas portas, impondo o toque de recolher que ocorreu no mesmo horário em que ônibus e carro eram queimados por criminosos da região.

Foto: Ônibus é incendiado dentro do terminal Cidade Tiradentes, na zona leste de SP, na noite de terça-feira Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo

Foram detidos dois adultos e dois adolescentes, todos homens, na região do Parque Novo Mundo, bairro próximo à Rodovia Presidente Dutra. Os adultos foram levados à 4.ª Delegacia Seccional de São Paulo, na zona norte, acusados de associação criminosa. Um deles pagou fiança e outro permanece preso em flagrante. Já os adolescentes foram encaminhados à Fundação Casa.

A Polícia Civil informou também, por nota, que foram identificadas 12 pessoas que participaram do atentado contra um ônibus na Avenida Zaki Narchi, a cerca de 200 metros do Deic (Departamento Estadual de Investigação Criminal), o órgão de inteligência da polícia paulista. "Sete maiores de idade seriam os mentores e cinco jovens teriam executado a ação", diz o texto. Agora, policiais trabalham para capturar os suspeitos.

Caos

A terça-feira (25) foi marcada por confusão e protestos em São Paulo e na região metropolitana. No rodoanel, o trânsito foi bloqueado e uma pessoa morreu. Quatro suspeitos de ordenar o fechamento do comércio na zona norte da capital foram levados à delegacia durante a noite. Dois deles são menores de idade. Outros dois adolescentes já haviam sido apreendidos no fim da tarde. 

Por medo, os comerciantes fecharam as portas e liberaram os funcionários mais cedo. O toque de recolher seria uma represália contra a morte de Jeorge Vieira Ponciano, de 39 anos, no último domingo (23). Ele era dono de uma pizzaria e suspeito de intergrar uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios. Enquanto lojas fechavam as portas, também na zona norte, outro ônibus foi incendiado bem perto da sede do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). 

Um carro também foi atingido. Neste caso, o protesto foi contra uma ação da PM (Polícia Militar), também no domingo, que terminou com três suspeitos feridos por tiros. Na mesma hora, em Osasco, na Grande São Paulo, moradores bloquearam o rodoanel, importante rodovia ao redor da capital. Duas carretas e dois automóveis foram incendiados. A polícia atirou bombas para dispersar os manifestantes. 

Como o trânsito estava parado, muitos motoristas saíram dos veículos e ficaram na rodovia. Assim que as pistas foram liberadas, um ajudante de caminhoneiro acabou prensado por dois caminhões. Carlos Donizete Martins da Rocha, de 49 anos, chegou a ser socorrido, mas morreu no local. 

No fim da noite, outros dois ônibus foram atacados na zona norte. Nos dois casos, os próprios motoristas conseguiram apagar o fogo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ministério Público denuncia quadrilha de roubo a Correios em Campinas

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Vereadora mostra calcinha em tribuna de Aracaju em protesto contra colega


A vereadora Lucimara Passos (PCdoB) usou a tribuna da Câmara de Aracaju, nessa terça-feira (25), para fazer um discurso inusitado de crítica ao colega Agamenon Sobral (PP), durante o qual o chamou de "criminoso" e o desafiou a lhe dar "uma surra".

Durante o discurso, a vereadora tirou uma calcinha do bolso, mostrou aos colegas e disse que estava sem a peça íntima em protesto contra o vereador Agamenon - que na semana passada teria chamado de vagabunda uma mulher que quis se casar sem calcinha e teria dito que ela merecia "uma surra".

"Hoje vim com um vestido mais curto. Também trouxe a minha calcinha no bolso. Alguém pode me chamar de vagabunda? Alguém pode dizer que tenho de ser surrada?", questionou, para silêncio da casa.

E questionou os parlamentares: "Os senhores não podem me julgar, nem julgar uma mulher pela roupa que ela veste, em função da calcinha que usa ou se não usa. Isso não define o meu caráter. Será que vão me dar uma surra quando eu descer daqui?".

A vereadora pediu punição ao colega que fez o pronunciamento. "Esse vereador já cometeu aqui vários crimes. Antes de chamar a mulher de vagabunda, dizer que merecia uma surra, disse que ia começar a andar armado, que a população tinha de se armar, que tinha de pendurar bandido de cabeça para baixo. E essa Casa não fez nada para puni-lo; tornou-se conivente com esse vereador; não disse a ele que ele não pode proceder dessa maneira", afirmou.

O discurso da vereadora fez alusão ao dia 25 de novembro, quando é celebrado o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. "Infelizmente, ainda nos deparamos com certo tipo de comportamento desprezível, abominável, que ainda enxerga a mulher como propriedade do homem. Esse é um dos maiores fatores da violência. Enquanto o homem não se libertar desse sentimento, as mulheres serão vítimas", disse.

Em entrevista a veículos de comunicações de Aracaju, o vereador disse que a vereadora estava querendo "aparecer" e pediu para ser investigado. "É direito do vereador contestar. Sobre a Comissão de Ética, quero que seja efetivada porque já cansei de provar várias vezes sobre tudo o que trato aqui. Não tenho medo. A vereadora pode vir para tribuna de calcinha ou sem, como quiser, o problema é dela."

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Thiago anuncia maior obra habitacional de Monte Mor

Prefeito deverá fazer cerca de 600 apartamentos na Cidade


A Prefeitura de Monte Mor realizou ontem o lançamento oficial do maior empreendimento habitacional da história da cidade: 600 apartamentos para famílias de baixa renda, ou seja, com rendimentos mensais de até R$ 1,6 mil. A obra foi anunciada pelo prefeito Thiago Assis (PMDB) em evento que contou com a participação de aproximadamente 350 pessoas.
 
A construção vai ocorrer por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, com investimento total de R$ 57,6 milhões. Desse valor, R$ 12 milhões serão custeados por meio do programa Casa Paulista, do governo estadual. O empreendimento será realizado pela empresa Cury Construtora e Incorporadora S/A e será formado por dois condomínios, já denominados: Flamboyant e Pitangueiras. No total, serão construídas 30 torres, com 20 apartamentos cada.
 
Durante o evento, o prefeito destacou a importância da obra para Monte Mor. "Nesse momento, conseguimos dar início às obras de 600 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em um terreno localizado entre os bairros Jardim Panorama e Jardim do Engenho", comemorou.
 
ESTRUTURA
 
A construção do empreendimento habitacional terá 31.364 metros quadrados, em uma área total de 43.823 metros quadrados, e contará com portaria, salão comunitário, área de lazer, quadra poliesportiva, vagas de garagem, gás encanado, uma escola de ensino fundamental e outras benfeitorias. A previsão é que a obra tenha cerca de 15 meses de duração. As inscrições acontecem de 18 de fevereiro a 4 de março de 2015, das 9h às 16h, no Ginásio Poliesportivo Durval Gonçalves, localizado no bairro Parque Imperial.
 
Também participaram do evento o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Mario Tonon, o representante da empresa Cury Construtora e Incorporadora S/A, Ronaldo Cury, o vice-prefeito Rogério Maluf (PDT), a primeira-dama Flávia Beckedorf, secretários, diretores e vereadores.

Filho do jornalista Alexandre Garcia é encontrado morto em Brasília 134


O filho do jornalista da Globo Alexandre Garcia, Gustavo Nunes Garcia, 27 anos, foi encontrado morto na madrugada deste domingo (23) no apartamento em que morava com a mãe na Asa Norte, em Brasília.



A Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal confirmou a informação ao UOL na tarde desta segunda-feira (24).  A causa da morte não foi divulgada.

O velório e enterro aconteceram na tarde de domingo.

De acordo com a TV Globo, como o Alexandre Garcia é comentarista sem dia fixo do "Bom Dia Brasil" não há uma substituição obrigatória. A emissora não informou quantos dias o jornalista ficará afastado de suas atividades. 

Pelo Instagram, Julia Garcia, irmã de Gustavo, publicou uma foto ao lado dele e deixou uma mensagem no domingo: "Pior post que registro. Tudo que tinha pra falar pra ele eu falei, ele sabia exatamente todo o meu sentimento por ele. Minha eterna melhor metade. Meu irmão que hoje nos deixou...  Gu, te amoooooooo!!! Vc está sempre no meu coração e pensamento".

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Exame da OAB reprova 82,5% dos candidatos inscritos em quatro anos

Levantamento feito pela FGV Projetos mostra que 2 mil candidatos fizeram o exame 12 vezes nesse período.

Fonte: Último Segundo

O Exame de Ordem da OAB (Ordem de Advogados do Brasil) reprovou 8 a cada 10 candidatos inscritos desde 2010. A taxa de reprovação é de 82,5%, segundo estudo feito pela FGV Projetos, atual responsável pela organização do exame. 

O levantamento mostra ainda que, a fim de obter a carteira que permite pleno exercício da profissão, os bacharéis em Direito chegam a se inscrever 12 vezes para fazer a prova.

O estudo usou dados de candidatos do 2° exame de ordem unificado, aplicado em 2010, ao 13°, aplicado no primeiro semestre de 2014. Nos 12 exames, houve 1.340.560 inscrições – apenas 234,3 mil candidatos foram aprovados.

Para cada exame, a taxa de aprovação variou entre 11,4% (9° Exame) e 28,1% (10° Exame). Segundo o estudo, a variação reflete diferenças no conteúdo e no grau de dificuldade da prova, e também na qualidade de formação dos estudantes.

"Depois que o exame foi unificado o que aconteceu foi o aprimoramento na elaboração das provas e o consequente incremento do nível de exigência", afirma João Aguirre, coordenador dos cursos para exame da OAB da LFG.

Bacharéis chegam a fazer prova 12 vezes

O estudo aponta que do total de 1,3 milhão de inscritos, a maior parte das candidaturas era de pessoas que refaziam a prova. Ao longo dos quatro anos, 487 mil fizeram as provas do exame, muitas mais de uma vez.

Nesse período, 132,6 mil candidatos fizeram a prova mais de quatro vezes. Desses, 2.094 candidatos fizeram o exame 12 vezes.

Formada em Direito em uma universidade privada de Fortaleza em 2008, Emanuela Reis, de 28 anos, faz parte dessa estatística. Desde 2009, ela repetiu as provas do exame sete vezes.
"Ainda não passei e já estou quase desistindo. É muito difícil passar, a cada prova fica mais difícil. Parece que eles pioram para ganhar mais dinheiro. Os enunciados de algumas questões são dúbios, assim como tem questão com mais de um item correto", diz.

A bacharel estima já ter gastado cerca de R$ 1 mil com as inscrições no exame.

Emanuela conta que já tentou encontrar emprego como advogada júnior, mas, sem a carteira da OAB, não consegue a vaga. Enquanto isso, vende doces e salgados para obter alguma renda.

 

domingo, 23 de novembro de 2014

MPT abre inquérito para apurar racismo

Gerente teria chamado segurança, que é negro, de macacoe ainda lhe oferecido uma banana


O MPT (Ministério Público do Trabalho) de Campinas instaurou inquérito civil para investigar o Bradesco por ofensas raciais em uma agência no distrito Nova Aparecida. Ex-segurança da agência, Jean Santos Fiais acionou a Justiça acusando gerente do banco de chamá-lo de macaco e oferecer banana a ele. No início do mês, a Justiça do Trabalho manteve, em segunda instância, a condenação ao banco, que terá de pagar R$ 100 mil por dano moral. O MPT vai apurar se a prática é recorrente em agências do banco.
 
Segundo o MPT, o objetivo do inquérito aberto pela procuradora do Trabalho Luana Lima Duarte Vieira Leal é responsabilizar o banco por tolerar atos de discriminação cometidos por seus subordinados, "atos que refletem de forma coletiva em todos os trabalhadores do banco".
"A intenção é buscar resguardar os direitos sociais dos empregados no âmbito de trabalho, averiguando, por exemplo, se essa prática é recorrente, e para isso serão ouvidas testemunhas", informou a assessoria de imprensa do órgão de fiscalização.
 
Fiais trabalhava em uma empresa terceirizada pelo banco e prestava serviço de segurança patrimonial. No tempo em que ficou na agência, por cerca de dois anos e meio (entre 2011 e 2013), afirmou ter sofrido discriminação. De acordo com ele, um gerente o chamava de macaco diante de outras pessoas constantemente e oferecia banana para ele de forma vexatória no horário de almoço.
 
"Fui demitido assim que entrei na Justiça. Meu amigo (de trabalho) que também era ofendido não entrou com processo com medo de ser mandado embora. Logo depois, o banco trocou a empresa que faz segurança. A gente trabalhava com fardamento preto e dois gerentes nos chamavam de macaco e me ofereceram banana. Nesse dia fiz um boletim de ocorrência", relatou Fiais. Para ele, a indenização não paga a humilhação. 
 
"Fiquei traumatizado e vou ao psicólogo. Evito ir para aquele banco". A acusação afirma ainda que pretende responsabilizar os gerentes na esfera criminal.
 
A ação foi reportada ao MPT pelo juiz do Trabalho Marcelo Chaim Chohfi, que em sua sentença afirma estar claro que "o reclamante foi vítima de ofensas inadmissíveis em qualquer ambiente, inclusive o de trabalho. (...) Ao que parece, a reclamada foi tolerante com o ocorrido, pois recebeu a queixa do reclamado e fez questão de ignorar o ocorrido", destaca.
 
advogado do ex-funcionário, Alexandre Magno do Prado declarou que "a prática é contra a raça, não apenas contra uma pessoa". A assessoria de imprensa do banco informou, por meio de nota, que o assunto está sub júdice e, portanto, não comentaria o caso. A empresa de segurança patrimonial foi procurada por telefone, mas as ligações não foram atendidas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Prefeito cassado de Americana Diego, tem mais um recurso rejeitado


Mais um recurso do prefeito cassado de Americana Diego De Nadai (PSDB) foi rejeitado. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Dias Toffoli, negou seguimento ao recurso extraordinário ao STF (Supremo Tribunal Federal). Diego informou que pretende apresentar um último recurso no STF para tentar voltar ao cargo. A decisão que cassou o seu mandato o tornou também inelegível por oito anos. 
 
A última esperança de Diego é o ingresso de agravo de instrumento no STF, argumentando que Toffoli tenta impedir que o processo chegue à Corte máxima do País, que julga apenas processos que envolvem matéria constitucional. Diego foi cassado por abuso de poder econômico e formação de caixa dois na campanha ao mandar imprimir 75 mil exemplares de revista na campanha de 2012 com prestação de contas do custo abaixo do efetivamente pago. 
 
O entendimento de Toffoli é que não caberia recurso a outro tribunal. "A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional", cita o ministro em trecho da sentença de 13 de novembro e publicada às 19h20 de ontem. 
 
Segundo a Assessoria de Imprensa do TSE, esse é o último recurso cabível nessa instância. Depois de publicada a decisão do ministro, o processo transitará em julgado no TSE, ou seja, não caberá mais recurso nesta instância. 
 
O advogado do PT, Luiz Antonio Albiero, confirmou que Diego poderá apresentar um último recurso. "Tem o último suspiro", disse. Acrescentou que o próprio Toffoli menciona, em sua decisão, que o recurso não tem chance de êxito. 
 
Através de sua assessoria, Diego disse que pretende recorrer à instância máxima da Justiça. "Já esperávamos essa decisão, mas sem ela não podíamos ir ao STF. Agora é que vai começar a luta no Supremo Tribunal Federal", afirmou.

Condomínio invadido em Guadalupe, Rio, vai ser desocupado nesta quarta

Justiça determinou que invasores desocupem 240 apartamentos. Reintegração de posse do conjunto deve começar por volta das 9h.

Fonte: Globo Rio

A Justiça determinou que o condomínio Residencial Guadalupe, no Subúrbio do Rio, seja desocupado nesta quarta-feira (19). A reintegração de posse do conjunto habitacional do "Minha Casa, Minha Vida" estava marcada para começar por volta das 9h. Policiais do 41° BPM (Irajá) atuavam em apoio aos oficiais de Justiça durante a notificação de cumprimento de ordem judicial e o Comando de Operações Especiais (COE) vai dar suporte no entorno do local. Às 9h10, algumas famílias já deixavam o local sem qualquer tipo de resistência.

Os moradores que começaram a deixar o conjunto habitacional falaram para o G1 que a situação era tranquila no local. Juarez Ferreira, 58 anos, contou que trabalhava como vigia e foi demitido quando invadiu o prédio.

“Não tenho para onde ir, vou ficar na rua mesmo. Soube por vizinhos que tinha apartamento aqui e entreguei a minha casa. Arrisquei, achei que era uma coisa e foi outra”, lamentou Ferreira, que é pai de quatro filhos.

Como mostrou o Bom Dia Rio, o efetivo empenhado não foi divulgado por questões estratégicas. Por volta das 6h45, policiais ocupavam uma área de mata nas proximidades do condomínio.

Às 6h55, agentes da CET-Rio interditaram algumas ruas ao redor do conjunto habitacional. Com o fechado da Rua Fernando Lobo, entre a Rua Pedra Rasa e a Estrada do Camboatá, o trânsito era desviado para a Estrada do Camboatá. Segundo o Centro de Operações, havia retenção na região. Um blindado estava na região para auxiliar os trabalhos.

Desde o dia da invasão, imagens do Globocop mostraram um homem armado de fuzil no condomínio e um carro em chamas em um terreno que margeia a Estrada do Camboatá, que fica no entorno do conjunto invadido. Também foram vistas barricadas feitas com estruturas de concreto para evitar o trânsito de imóveis em quarteirões próximos ao empreendimento.

Reintegração de posse
 
O tenente-coronel Luiz Carlos, comandante do 41ºBPM (Irajá), responsável pelo policiamento da área, vêm negociando com as famílias e algumas já começaram a deixar os apartamentos na última sexta-feira (17). “Vamos fazer de tudo para proceder essa reintegração de posse da forma mais tranquila possível”, disse o coronel.

A Justiça determinou a reintegração de posse do local na quinta-feira (13). Na decisão, foi pedido o acompanhamento do Samu, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar e Secretaria de Assistência Social do município.

Na manhã desta segunda, um carro blindado da Polícia Militar estava posicionado do lado de fora, bem em frente ao condomínio invadido.

Na quinta-feira, após a Justiça determinar a reintegração de posse do conjunto habitacional, o comandante interino da Polícia Militar do Rio, Íbis Silva Pereira, se reuniu com executivos da Caixa Econômica Federal para discutir a desocupação. Participaram da reunião também agentes das polícias civil e federal, já que a Caixa é uma das instituições lesadas com a invasão, e da prefeitura do Rio, parceira do projeto do condomínio do "Minha Casa, Minha Vida" em questão.

Área é considerada violenta
 
O conjunto habitacional fica ao lado da favela Gogó da Ema, em Guadalupe. A área é considerada violenta, onde traficantes costumam instalar barricadas para dificultar as operações da polícia. Na terça-feira (11), um homem com um fuzil foi flagrado caminhando dentro do condomínio. Um grupo de moradores também abriu uma passagem no muro que divide o condomínio de um terreno onde existem vários barracos.

As famílias contempladas pelo "Minha Casa, Minha Vida", que têm renda de até três salários mínimos, receberiam as chaves em dezembro. Mas a construtora BR4, responsável pela obra, admite que deve ser estabelecido um novo prazo de entrega. Em nota, a empresa informou que as obras foram finalizadas e o condomínio está em fase de legalização.

A Secretaria de Habitação do Rio de Janeiro informa que os donos dos apartamentos receberão os imóveis. O prefeito Eduardo Paes descartou a possibilidade de cadastrar os invasores em um programa social.


Professor roubado em Hortolândia encontra na Internet bicicleta roubada

Fonte: Todo Dia

Um professor de 56, encontrou sua bicicleta roubada na noite de sábado à venda, em um site na Internet. Ele procurou a PM (Polícia Militar) e recuperou a bicicleta na tarde de ontem.
 
De acordo com a PM, a bicicleta, avaliada em R$ 10 mil, foi roubada enquanto o professor pedalava em Hortolândia. Dois adolescentes o abordaram e levaram a bicicleta.
 
Souza fez o registro do roubo na delegacia e foi orientado por amigos a procurar anúncios na Internet, pois poderia encontrá-la dessa forma.
 
A bicicleta italiana, da marca Cervélo, foi encontrada na Internet domingo. O valor pedido no site era de R$ 4 mil e o anunciante estava disposto a negociar.
 
"Assim que vi o anúncio já salvei o contato e pedi para um amigo entrar em contato. Acho que eles desconfiaram, pois retiraram o anúncio", contou Souza.
 
Ontem a polícia conversou com os anunciantes por telefone e chegaram a se encontrar com os dois adolescentes para negociar a suposta compra.
 
No local, não informado pela polícia, foi anunciada a apreensão e os adolescentes confessaram o crime. A bicicleta foi recuperada e entregue ao dono.
 
Apesar do susto, Souza disse que pretende continuar pedalando pela cidade mesmo depois do roubo, no entanto pretende sair apenas acompanhado de outros ciclistas e "nunca mais sozinho", revelou à reportagem.
 
Os adolescentes foram levados para a delegacia de Hortolândia, onde confirmaram novamente o crime.
 
Eles foram liberados, por não terem sido pegos em flagrante, e entregues aos responsáveis legais.
 
O caso deve agora ser analisado por um juiz, que definirá as penalidades que cada um dos adolescentes deve sofrer.

Fernando Baiano será ouvido pela Polícia Federal nesta quarta-feira

Ele é apontado como 'operador' do PMDB em esquema de corrupção. Três executivos da Camargo Correia também serão ouvidos nesta quarta.

Fonte: RPC TV

A Polícia Federal (PF) do Paraná informou que o lobista Fernando Soares Lemos, conhecido como “Fernando Baiano”, será ouvido nesta quarta-feira (19) na carceragem em Curitiba. Soares é um dos investigados da sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Ele é apontado pelo doleiro Alberto Youssef como “operador” do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras.

Fernando Baiano se entregou à polícia na
terça-feira  (Foto: Reginaldo Teixeira/Veja)

O lobista estava foragido desde sexta-feira (14) e se entregou na terça (18) à Polícia Federal em Curitiba. Ao todo, 24 pessoas já foram presas nesta fase da operação. Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) está foragido. Onze investigados, que estavam presos desde sexta, foram libertados por volta das 22h30 de terça. Eles foram colocados em liberdade por decisão do juiz federal Sergio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância.

No processo da sétima fase da Lava Jato que tramita na Justiça Federal, os procuradores da República afirmam que algumas das maiores empreiteiras do país, reunidas em um cartel, combinavam quem ganharia as licitações para obras da Petrobras. Nessas concorrências, ressaltou o Ministério Público Federal, as empresas cobravam o preço máximo previsto nas licitações e depois distribuíam propina em valores correspondentes a 2% ou 3% do contrato a dirigentes da estatal do petróleo.

Ainda na noite de terça, o juiz Sergio Moro também determinou ao Banco Central a quebra de sigilo bancário de 16 dos investigados e de três empresas. Entre os suspeitos que terão as contas bancárias devassadas estão o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e executivos de algumas das principais empreiteiras do país.

Os depoimentos estão sendo realizados desde sábado (15). Nesta quarta, também serão ouvidos os três executivos ligados à empreiteira Camargo Corrêa. São eles: o presidente da empresa, Dalton dos Santos Avancini, do vice-presidente, Eduardo Hermelino Leite, e do presidente do Conselho de Administração da companhia, João Ricardo Auler.

Esses três executivos tiveram os mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal do Paraná na na sexta, mas só se apresentaram no sábado, em São Paulo.

Apesar de o prazo das prisões temporárias de Avancini e Auler se encerrar nesta quarta, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decretou, na terça, a prisão preventiva dos dois executivos. Com isso, não há prazo para a soltura deles. Aos jornalistas, os advogados dos três executivos garantiram que eles não permanecerão em silêncio durante os depoimentos.

Prisão preventiva
 
Além de decretar a prisão preventiva de Dalton dos Santos Avancini e João Auler, o juiz Sérgio Moro converteu a prisão temporária de outros quatro presos na sétima fase da Operação Lava Jato: Renato Duque, ex-diretor da Petrobras; Ricardo Ribeiro, presidente da UTC; José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS; Mateus Coutinho de Sá Oliveira, funcionário da OAS.

Não podem deixar o país
 
As 11 pessoas que foram libertadas na terça devem seguir algumas restrições impostas pelo juiz Sergio Moro: eles estão proibidos de mudança de endereço sem prévia autorização judicial e de deixar o país.

Eles também devem entregar os passaportes brasileiros e, eventualmente, de passaportes estrangeiros à Justiça no prazo de cinco dias, além de comparecer "a todos os atos processuais e ainda, perante a autoridade policial, MPF [Ministério Público Federa] e mesmo perante este Juízo mediante intimação por qualquer meio, inclusive telefone", diz um trecho da decisão. O descumprimento das medidas cautelares poderá causar a renovação da prisão cautelar.

 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Servidores esperam depósito até amanhã para encerrar greve


Os servidores públicos de americana, que estão em greve desde a última terça-feira, dia 11, vão aguardar o depósito dos salários em valor integral amanhã, dia 18. Se a quantia for paga corretamente, na quarta-feira os serviços públicos devem ser retomados, segundo o presidente do SSPMA (Sindicato dos Servidores Públicos de Americana), Toninho Forti.


Segundo ele, hoje, pela manhã, uma reunião dos dirigentes sindicais com o prefeito Paulo Sérgio Vieira Neves, o Paulo Chocolate (PSC), estabeleceu um acordo entre as partes.
 

Além do compromisso de pagar o salário nesta terça-feira, assumido pelo prefeito anteriormente, ficou acertado que o próximo salário será pago integralmente no quinto dia útil de dezembro, “como tem que ser”, explica Forti.
 
 
Em dezembro, no dia 1º, deve ser paga a cesta básica, e no dia 11 e 18, Chocolate assumiu pagar a primeira e segunda parcelas do 13º salário.

O valor referente a 1/3 das férias deve ser recebido pelos funcionários públicos no quinto dia útil de janeiro de 2015.

sábado, 15 de novembro de 2014

om 4 anos de atras, estação coutinho em são paulo é inaugurada


A Estação Fradique Coutinho, a 66.ª do Metrô, será inaugurada hoje, depois de 4 anos de atraso. Apesar do prazo esticado, a parada despertou no entorno um processo verificado em outros pontos da Linha 4 - Amarela: a aceleração da verticalização. Torres comerciais e residenciais foram construídas nos arredores dessas estações, alterando a paisagem dos bairros por onde passa o ramal aberto em 2010, em especial na zona oeste.
Pelo menos 15 grandes prédios em construção, recém-abertos ou em lançamento, podem ser vistos a uma distância de até três quarteirões das sete estações prontas da Linha 4 - incluindo a Fradique Coutinho. Um edifício será erguido em um terreno na esquina com a Rua Artur de Azevedo, no quarteirão ao lado. Aberto em 2011, o prédio vizinho da estação tem anúncios, na internet, de escritórios situados "ao lado do metrô", antes mesmo de a estação começar a funcionar.

Para José Eduardo de Assis Lefèvre, urbanista e professor da Universidade de São Paulo (USP), é natural que o transporte público aumente a verticalização na cidade. "Dados os problemas de tráfego, os arredores das estações tendem a atrair gente para morar e trabalhar."

Ainda de acordo com ele, esse tipo de processo tem um lado positivo, ao estimular mais gente a usar transporte coletivo - apesar de boa parte dos empreendimentos ter estacionamento. "A verticalização em eixos como metrô e corredores de ônibus vai no mesmo sentido das diretrizes do Plano Diretor (aprovado neste ano)", diz.


Expulsão. Com a verticalização, no entanto, vem a valorização do metro quadrado e, consequentemente, a expulsão de antigos moradores e comerciantes. "Infelizmente, os aluguéis sobem e as pessoas que moravam lá vão ter dificuldades de se manter", afirma Lefèvre.

Cabeleireiro em um salão na Avenida Vital Brasil, perto da Estação Butantã, na zona oeste, Djalma Esméria, de 47 anos, conta que, desde que a parada abriu, em 2011, o aluguel dobrou. "Assim, no próximo reajuste, não vai ter mais salão." Na quadra ao lado do metrô há dois prédios sendo erguidos, o que já faz o microempresário Paulo da Silva, de 60 anos, temer piora no trânsito. "O pessoal tem de ser mais consciente e deixar de ir trabalhar de carro", acredita Silva.

Diante da Estação Pinheiros da Linha 4, inaugurada há três anos, um prédio aberto há alguns meses traz um nome que alude ao transporte de massa: Grand Station. Outros dois estão em obras nas imediações. Todos com garagem.

Outra estação, a Faria Lima abriu em 2010 (foi a primeira a operar na Linha 4, junto com a Paulista). Atualmente, quatro torres estão em construção ou em lançamento ao redor.

Atraso. Prevista para 2010, a Estação Fradique Coutinho teve as obras iniciadas nove anos atrás. A expectativa é de que 15 mil pessoas passem pelo local diariamente. Situada entre duas estações já existentes, a Fradique não acrescentará nenhum quilômetro aos 75,5 km do metrô. De hoje até sexta-feira, a estação funcionará das 10 às 15 horas. No sábado, a operação passa a ser das 4h40 à meia-noite.

Moradores e trabalhadores do entorno das futuras estações da Linha 4 aguardam agora a abertura delas. "Ouço falar dessa estação desde 1992, quando comprei o apartamento", diz a aposentada Vilma Leite, de 60 anos, vizinha da Estação Oscar Freire. Em um prédio perto da futura Estação Higienópolis-Mackenzie, que começou a ser construída em 2004, trabalha o plantonista Luis Gonzaga, de 53 anos. "Brinquei com meu filho que talvez seus bisnetos vejam a linha ficar pronta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mãe diz que filho desaparecido há 21 dias foi levado por PMs

Testemunhas dizem que Davi Fiuza sumiu após abordagem policial em 24 de outubro. A mãe, Rute Fiuza, procura o garoto deste então. Até agora, ela não tem nenhuma.

Fonte: Rede TV

Davi Fiuza, de 16 anos, está desaparecido desde o dia 24 de outubro de 2014. Segundo a mãe do garoto, a vendedora Rute Fiuza, de 46 anos, moradora do bairro de Periperi, na periferia de Salvador (BA), testemunhas viram o jovem sendo encapuzado e tendo os pés e mãos amarrados por PMs durante uma abordagem, por volta das 7h30, no bairro de São Cristóvão, próximo ao aeroporto internacional de Salvador (BA). Desde então, o garoto, que morava no bairro onde foi capturado com o pai, sumiu. A Corregedoria da PM afirma que investiga o caso e ainda não há participação confirmada de policiais.
 

Há 21 dias, a família faz buscas incansáveis sobre o paradeiro do garoto em delegacias, hospitais, IML (Instituto Médico Legal) e até mesmo em locais conhecidos por terem corpos desovados. Até agora, nenhuma resposta. A mãe do garoto diz que agentes do Peto (Pelotão de Emprego Tático Operacional) e Rondesp (Rondas Especiais) foram os responsáveis pelo sumiço. "Amarraram os pés, as mãos e o encapuzaram com as próprias fardas que vestiam. Depois, jogaram o meu filho dentro do porta-malas de um carro descaracterizado", afirmou. 
 

Sem nenhuma resposta da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e da Corregedoria da PM, amigos e familiares do menino decidiram agir por eles mesmos. Criaram um "tuitaço" às 10h de quinta-feira (13), com as hastags #CadeDavi e #SomosTodosDavi, com o objetivo de chamar a atenção de todo o Brasil para o caso. "Meu filho não é jogador. Quando o Daniel Alves sofreu uma ofensa, fizeram aquilo tudo de 'somos macacos'. E com o meu filho e outros filhos negros que continuam sumindo na Bahia?", diz Rute. Nesta sexta-feira (14), também às 10h, a manifestação "Polícia Militar, devolva Davi Fiuza vivo", que reuniu cerca de 30 pessoas, ocorreu na frente da SSP do Estado.
 
"Davi estava conversando com uma vizinha quando a polícia fez a abordagem. Não fazia nada de errado. Eu mesma paguei táxi para levar duas testemunhas até a delegacia. E nada até agora", diz a mãe. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública não se manifestou. Em nota, a PM disse que está apurando o desaparecimento de Davi Fiuza e que as testemunhas que denunciaram o caso à mãe do menino, além da própria Rute, já foram ouvidas pela Corregedoria. "Com toda essa repercussão, o governo está completamente calado. Como somem assim com uma pessoa?", questiona a mãe. 
 
Na vizinhança, Davi Fiuza era querido por todos. O sonho dele, segundo Rute, era ser boxeador. "Meu filho sempre fez artes marciais. Ele havia acabado de se matricular em uma escola de boxe", disse. Com dificuldade de aprendizado na escola, ele deixou o colégio no início deste ano. Completou apenas a terceira série. "Ele não era envolvido com absolutamente nada de errado. Ele queria viver do esporte", diz a mãe. "Mesmo que fosse envolvido com algo (o que meu filho não era) ninguém, principalmente o Estado, tem o direito de sumir com uma pessoa", completa. 
 

Rute afirma que estava desempregada há alguns meses. Só em novembro, recebeu duas boas propostas de emprego em um shopping de Salvador. "Como eu poderia aceitar nessas condições? Tenho que achar meu filho primeiro", disse. Ela e suas outras quatro filhas já pensam em deixar a Bahia. "Uma das minhas filhas tem um ponto comercial no mesmo bairro que ele sumiu. Já parou de ser frequentado", afirmou. "A gente vai se mudar, assim que acharmos o meu filho. Estamos andando na rua com medo de que alguém possa estar nos seguindo", diz.
 

A mãe já não consegue mais chorar porque "as lágrimas se esgotaram". Durante 21 dias, ela diz que não dorme, não trabalha e fica o dia inteiro na rua atrás de Davi. Já sem dinheiro, ela diz que não vai desistir de encontrar Davi, "e com vida".

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Servidores de Americana mantêm greve e devem acompanhar CEIs

Fonte: Todo Dia

No quarto dia de greve, hoje, os servidores públicos de Americana devem acompanhar o início dos trabalhos de investigação das CEIs (Comissões Especiais de Inquérito) que vão apurar o rombo financeiro no caixa da prefeitura e a destinação das receitas arrecadadas pelo município. Os funcionários vão acompanhar ainda a reunião da CEI do Ameriprev (Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Americana), a fim de investigar o "paradeiro" de R$ 100 milhões. Nesse caso, começa a ser produzido o relatório final da comissão de inquérito, que apurou que o dinheiro não foi repassado pela prefeitura ao instituto de previdência na gestão do prefeito cassado Diego De Nadai (PSDB). 
 
Sem propostas da administração, servidores, que tomaram o plenário da Câmara para pressionar parlamentares, aprovaram ontem em assembleia a continuidade da greve. Os servidores também aprovaram para as 8h de hoje a concentração em frente ao Paço Municipal e uma passeata até a Câmara, às 9h, para vistoriar os trabalhos das comissões de inquérito. 
 
O presidente do Sindicato dos Servidores de Americana, Antonio Adilson Bassan Forti, o Toninho Forti, destacou como "grande vitória" as apurações na tentativa de descobrir os motivos pelos quais a prefeitura não consegue pagar os servidores em dia. 
 
Segundo o sindicalista, 80% dos servidores cruzaram os braços ontem, mesmo número dos dias anteriores do movimento. 
 
De acordo com o diretor do sindicato Rogério André Vanzo, 80% dos coletores de lixo voltaram ao serviço nas ruas ontem e 100% dos servidores foram limpar a cidade no período da tarde. 
 
No balanço do dia, a prefeitura informou ontem que 12 unidades de saúde tiveram atendimento parcial e em outras 12, foi normalizado. O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi segue com atendimento restrito aos casos de urgência e emergência. 
 
Na educação, 35 unidades de ensino ficaram fechadas, 14 atenderam parcialmente os alunos e apenas três (duas de educação infantil e uma de fundamental) funcionaram normalmente, segundo a administração.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Terceira acusada de canibalismo contradiz outros réus em interrogatório


Tranquila e falando em tom de naturalidade sobre a morte da moradora de rua Jéssica Camila da Silva Pereira, 17, a acusada Bruna Cristina, 28 anos, contradisse, no fim da tarde desta quinta-feira (13), o que foi dito no interrogatório dos outros réus, Jorge Beltrão, 52, e Isabel Cristina, 53. Ao contrário do que eles haviam afirmado, segundo Bruna, a filha de Jéssica, de 1 ano, não viu a mãe sendo morta nem comeu a carne dela. Bruna ainda negou ter assassinado a vítima, mas confessou ter ajudado a segurá-la com Isabel, antes de Jorge desferir a facada no pescoço que a matou.


"Eles traziam as vítimas, não era eu que trazia. Eu estava lá no meio e via tudo, mas não gostava do que fazia. Não me acostumei e queria que aquilo acabasse, mas eu não tinha como fazer aquilo acabar. Hoje, eu me sinto uma pessoa livre, apesar de ser presa", respondeu Jéssica a um dos sete jurados, que pela primeira vez no julgamento indagou um réu.


Durante a sua fala, que durou mais de uma hora, Bruna provocou risadas na plateia, pelo seu jeito de relatar o crime e a convivência com os outros acusados. "Jorge falou que, se matasse, tinha que comer, porque estava na Bíblia. Mas eu revirei a Bíblia de um canto a outro e não tem isso em lugar nenhum", brincou. Outro momento foi o que a juíza questionou se ela havia feito coxinhas com carne humana e a acusada respondeu: "Está repreendido!". A promotora  Eliane Gaia chegou a pedir que ela tratasse o júri com seriedade.

  A acusada contou que o objetivo inicial de Isabel era de sequestrar a filha de Jéssica, um bebê de um ano à época, depois de conhecê-las em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. No entanto, sem conseguir, acabou levando Jéssica para casa e falsificou os documentos usando Bruna, já que as duas tinham idades próximas. De acordo com o relato dela, depois os homicídios aconteceram.


Bruna afirmou ter ficado aterrorizada e arrependida pelos crimes, mas alegou não ter denunciado por amor a Jorge e medo de tornar-se vítima. "Amava muito ele, ele foi meu primeiro homem, meu primeiro namorado", disse.


Bruna ressaltou que Jorge tem problemas mentais, enfatizando o fato de ter ido à perícia do INSS com ele. Porém, acabou admitindo que não. "Do jeito que ele orientou a senhora, a senhora acha que ele é doido?", questionou Eliane Gaia. Após uma pausa, a ré disse que não.

 Após uma pergunta do advogado de Isabel, Paulo Sales, a própria Bruna entrou em contradição. Apesar de ter afirmado à promotora nunca ter sido agredida por Jorge, a acusada acabou respondendo positivamente à indagação se já havia sido alvo de agressão e uma cuspida do réu. 


Durante a toda a sua fala, ela colocou a culpa nos outros dois. "Isabel não tinha documento falso, mas em compensação fazia estelionato com o rosto", afirmou à defesa da ex-esposa de Jorge. Essa foi a linha adotada pelo seu advogado, Rômulo Lyra.


Embora não se diga "doida", nas palavras dela, estimulada pela defensora pública Teresa Joazy, representante de Jorge, Bruna fez como o acusado e questionou o exame de sanidade mental feito pelo psiquiatra forense Lamartine de Hollanda, uma das testemunhas ouvidas pelo júri. "Eu mal sentei, já levantei. Ele perguntou o meu nome, pediu para eu falar a verdade e logo interrompeu. Me disse que não acredita em Papai Noel nem em chapeuzinho Vermelho, que eu sou uma atriz. Pensei: Meu Deus, esse homem é um psiquiatra ou um promotor?", contou, voltando a provocar o riso entre o público.

Após o depoimento de Bruna, a juíza Maria Segunda anunciou que o julgamento seria interrompido e retomado na manhã desta sexta-feira (14).

VOCÊ SE LEMBRA???? Canibais de Garanhuns: julgamento de réus começa nesta quinta-feira

O trio será julgado pelo assassinado de uma jovem de 17 anos em Olinda (PE).


O julgamento do trio conhecido como Canibais de Garanhuns começa nesta quinta-feira (13) em Olinda (PE). Os três réus serão julgados pelo homicídio quadruplamente qualificado de Jéssica Camila da Silva Pereira, de 17 anos. A jovem seria a primeira vitima dos acusados, que ainda responderão por vilipêndio (desrespeito ao corpo) e ocultação de cadáver, segundo o TJ-PE (Tribunal de Justiça de Pernambuco).

Jessica saiu de casa há seis anos para aceitar uma proposto de emprego feita por Isabel Cristina Torreão Pires, que teria cometido o crime junto com Jorge Beltrão Negromonte da Silveira e Bruna Cristina Oliveira da Silva em maio de 2008, em Olinda.

O pescador Emanuel Araújo Pereira, de 54 anos, pai de Jéssica, espera que a Justiça seja feita. A neta de Pereira tinha um ano e meio quando sumiu com a mãe. Atualmente, a criança mora com a irmã do pescador.

— "Esse pessoal (o trio) não pode sair da prisão mais, não. Eles têm que morrer lá dentro."—, disse o pescador.

O caso

Os acusados estão presos desde abril de 2012. À polícia, eles relataram que eram integrantes de uma seita chamada Cartel, que tem como meta a purificação do mundo e o controle populacional, por isso as vítimas sempre eram mulheres. Além de Jéssica, os criminosos também respondem pelas mortes de Giselly Helena da Silva e Alexandra Falcão da Silva — o desaparecimento das duas últimas foi o que motivou o início das investigações policiais.

Após perícias e interrogatórios que começaram em Garanhuns, a polícia encontrou provas com relação ao assassinato de Jéssica, ocorrido em Olinda. Os restos de Jéssica foram achados emparedados na casa do trio. Essas partes, como as mãos da vítima, eram consideradas impuras. O restante era consumido pelo trio. Os acusados chegaram, inclusive, a rechear os salgadinhos que vendiam com a carne de vítimas.

Em julho do mesmo ano, os acusados passaram por exames de sanidade mental que provaram que eles podem responder pelos próprios atos.