sábado, 12 de abril de 2014

Policiais militares do Rio relatam terror em UPPs: ''pior são as rajadas''

Fonte: UOL Notícias

Os sucessivos e violentos ataques às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) têm espalhado o medo entre os policiais militares do Rio de Janeiro. Entre março e abril, quatro unidades sofreram ataques de traficantes de drogas. Só na favela da Rocinha, na zona sul da capital fluminense, foram registrados dois atentados em menos de 24 horas, e um policial foi gravemente ferido. Criminosos também tentaram intimidar PMs com rajadas de tiros no morro do Cantagalo, no Complexo do Lins e no Complexo do Alemão.

Lotado na UPP Rocinha há dois anos e meio, o soldado R. relatou já ter tido dois amigos feridos e um morto. Além disso, ante a diversas ameaças de morte sofridas, ele disse ter medo de ser alvo de traficantes até nos dias de folga. "Os traficantes marcam a fisionomia da gente e corremos risco mesmo quando não estamos na favela trabalhando", declarou a PM.

Para se ter uma ideia, na semana do Carnaval, eu e alguns colegas fomos escalados para tirar plantão extra. Na hora que estávamos voltando para o batalhão, dois colegas foram atingidos na Estrada da Gávea, a principal da favela. Um mototaxista transportava um traficante armado que atingiu meus colegas no braço e no abdômen. Estamos muito vulneráveis", declarou o PM.

"Antes da inauguração da UPP, um amigo meu, que se formou comigo, levou um tiro na cabeça e morreu. Não me sinto nem um pouco seguro principalmente porque os traficantes têm armamento pesado e estão em maior número que os PMs, e isso faz muita diferença. Só na Rocinha tem mais ou menos 600 policiais e mais que o dobro de traficantes", completou.

Além dos traficantes em maior número, R. afirma que há espaços dentro da favela onde a polícia nunca conseguiu entrar: "Os bandidos vivem nos afrontando pelo rádio e a gente não tem como entrar em várias áreas da Rocinha. Os traficantes armados ficam não só nos becos, mas até nas ruas principais. E os moradores também são ameaçados pelos bandidos para tratarem a gente muito mal. Tenho muita vontade de deixar de trabalhar em UPP. Já pedi ao meu comando uma transferência, mas até agora não fui atendido".

Há quase dois anos no policiamento da UPP Cantagalo, em Copacabana, na zona sul da cidade, o soldado L. diz lembrar das rajadas de tiros contra as bases da UPP quando questionado sobre o pior momento já vivido por ele nas filas da Polícia Militar.

"Só abordar os elementos em atividade suspeita na favela já é complicado. Muitos moradores acertam pedras e pontas de azulejos na gente. Nosso trabalho tá ficando cada dia pior. Todos os policiais têm muito medo, mas não há o que se possa fazer. É difícil sobreviver numa UPP. Os homens são poucos em comparação com o número de bandidos. Para mim, o pior até agora são as rajadas de tiros, mas também levamos pedradas direto", relatou.

L. era um dos policiais de serviço na manhã do dia 2 de abril, quando houve tiroteio entre dois grupos de facções rivais no Cantagalo. Revoltados, moradores atearam fogo em lixeiras. Segundo ele, toda vez que há um ataque de criminosos, os PMs têm folgas suspensas.

"Só neste último ataque eu tive que trabalhar três dias seguidos, sem folgas, dormindo no alojamento da UPP. Além disso, os meus dias de folga e os dos meus colegas vem sendo reduzido. Antes a gente trabalhava 24 horas e folgava outras 48. Agora, não. Temos que trabalhar 24 horas seguidas e só podemos folgar por mais 24. E não vamos ganhar nenhum centavo a mais por isso, porque a PM não está classificando este trabalho a mais como horas extras. Eles dizem que é uma necessidade de serviço a mais", afirmou.

"Como se não bastassem todos os problemas que a gente já enfrenta nas UPPs, ainda tem esse problema do pagamento. Confesso que já não vejo tantas vantagens em ser policial. Tenho pensado muito em trabalhar em outra área e largar a PM. Tá muito difícil sobreviver assim", finalizou.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Acidente com ônibus deixa sete pessoas feridas na Avenida Lix da Cunha em Campinas

Fonte: Todo Dia
 
O forro de um teto de um carro não identificado causou um engavetamento envolvendo três ônibus na Avenida Lix da Cunha, ontem, no sentido Centro-bairro, na região do Bonfim, em Campinas. O acidente ocorreu por volta das 15h30, deixou sete feridos sem gravidade e chegou a causar um congestionamento de 1,5 quilômetros. O caso foi registrado no 1º DP (Distrito Policial), no Centro.
De acordo com a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), os veículos 252 (Parque São Jorge), 261 (Padre Anchieta) e um que faz Campinas-Hortolândia estavam no corredor exclusivo para o transporte público, quando uma peça de fibra caiu na pista. O primeiro ônibus, que seguia para Hortolândia, parou para retirar, o segundo também parou, mas o terceiro acabou se chocando, causando o engavetamento.
O trânsito foi liberado por volta das 17h, quando a perícia da Polícia Civil terminou o serviço.

"Muito tempo parado" faz Pato desabafar após primeiro gol pelo São Paulo

Atacante fez o primeiro gol na vitória por 3 a 0 sobre o CSA-AL no Morumbi, resultado que garantiu vaga ao time paulista na segunda fase da Copa do Brasil.
 
Fonte: iG Esporte
 
A impossibilidade de atuar no Campeonato Paulista deixou Alexandre Pato muito tempo inativo no São Paulo. Foi esse o motivo, segundo o atacante, de ter comemorado de forma tão efusiva o seu primeiro gol pela equipe, na noite desta quarta-feira, na vitória por 3 a 0 sobre o CSA-AL, pela Copa do Brasil.
"Tinha muito tempo que eu não jogava. Quando a bola bateu dentro da rede, imaginei todo o tempo parado, aquilo que passei", falou o atacante, que balançou as redes do goleiro Pantera aos 20 minutos do primeiro tempo, no Morumbi, abrindo o caminho para a confirmação da vaga na segunda fase da Copa do Brasil.
O primeiro dia de Pato no CT da Barra Funda foi 11 de fevereiro. O primeiro jogo (o de ida contra o CSA, em Maceió), em 12 de março. Na noite desta quarta-feira, ele fez somente sua segunda atuação, quase um mês depois da estreia. Intervalos longos demais para um jogador de futebol.
 
"A gente queria que desse certo a estreia do Pato aqui porque é um jogador importante. Ele caiu muito bem, é diferenciado e super profissional. Aguentar o que ele aguentou sem jogar não é fácil. A vibração dele é um desabafo. A gente torceu demais", afirmou o técnico Muricy Ramalho.
Além de ter feito o primeiro gol, Pato cobrou a falta que originou o segundo, anotado por Luis Fabiano - o centroavante foi também quem fechou o triunfo.
"Botei a bola na área, e ele é matador. Ele é muito forte em bola aérea. A gente treinou essa bola até três dias atrás. Na preleção, o professor confirmou que eu iria bater. O Pabon até me chamou, pediu para rolar a bola para ele. Mas, na hora, a gente decidiu que iria colocar na área", comentou o camisa 11, antes de prometer empenho na espera até 20 de abril, data em que o São Paulo enfrenta o Botafogo, no Morumbi, pelo Brasileiro.
"Venho trabalhando muito, me dedicando muito. Eu estava concentrado naquilo que vinha fazendo. Sei que tenho muita estrada ainda. Fiquei um mês sem jogar, depois joguei e parei de novo. Agora, vou ficar mais uns diazinhos esperando o Brasileiro. É esperar e trabalhar para que, no campo, dê resultado", concluiu Pato.

Moura Júnior, prefeito de Paulínia, recorre para se manter no cargo

Se conseguir liminar, ele poderá aguardar no Executivo até julgamento final de recurso; cassação foi publicada ontem.
 
Fonte: Todo Dia
 
O prefeito de Paulínia, Edson Moura Júnior (PMDB), entrou ontem com uma liminar pedindo efeito suspensivo no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para se manter no cargo. O mandatário e seu vice, Francisco Almeida Bonavita Barros (PTB), tiveram seus diplomas cassados pela Justiça Eleitoral de Paulínia em decisão publicada ontem e foram declarados inelegíveis por oito anos a partir da eleição de 2012, por suposta fraude eleitoral, em virtude da substituição de última hora de Edson Moura (PMDB) pelo seu filho Edson Moura Júnior na eleição a prefeito de 2012.
Se conseguir a liminar, Moura Júnior e Bonavita permanecem nos cargos até que possam ter um recurso julgado pela Justiça.
Ontem, interpretações diferentes foram divulgadas a respeito da saída do prefeito do cargo. A Promotoria Eleitoral informou que o prefeito deve sair do cargo quando for notificado. O Cartório Eleitoral informou que o prefeito não precisa ser notificado porque a publicação da sentença no DJE (Diário de Justiça Eletrônico) já teria esse efeito. Já a assessoria do prefeito rebateu a informação e disse que um oficial de Justiça precisa notificar o político para que ele assine o documento.
De acordo com a lei, assumiria José Pavan Junior (PSB), segundo candidato mais votado, já que Edson Moura Júnior recebeu menos de 50% dos votos. Mas ele também foi considerado inelegível por abuso dos meios de comunicação. Por conta disso, segundo o promotor eleitoral, Henrique Simon Vargas Proite, Marcos Fiorela (PP), presidente da Câmara, assume como prefeito.
De acordo com o promotor, uma primeira decisão sobre o mesmo tema (entrada de Moura Júnior como candidato no lugar do pai às vésperas das eleições), transitada em julgado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), tratou da legalidade da medida.
Segundo ele, a lei eleitoral tinha uma brecha que permitiu a troca. “Ela não versava sobre o prazo para substituição de candidatos antes das eleições”.
Devido a isso o prefeito conseguiu manter o mandato com uma decisão favorável do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“A análise foi objetiva. Para determinar se poderia ou não ter ocorrido a substituição, mas a motivação da substituição não foi alvo de análise pelo TSE”, explicou.
Ainda segundo ele, o novo pedido de cassação na Justiça trata do motivo da substituição. “O pai renunciou e indicou o filho homônimo para seu lugar numa tentativa de manipular as eleições, caracterizando fraude eleitoral. Não deu tempo nem de mudar a foto nas urnas”, acusou.
A assessoria de imprensa da prefeitura disse que prefeito não se pronunciaria por não ter sido notificado e que a administração continua normalmente.

Perda de água da Sabesp daria para abastecer uma cidade com 685 mil habitantes

São 623 bilhões de litros desperdiçados por ano, suficientes para levar água à cidade de Osasco, a sexta mais populosa do Estado.
 
Fonte: Último Segundo
 
Desde o início do mês, o governo do Estado de São Paulo promete conceder um desconto de 30% na conta de água às famílias de 31 cidades que fecharem as torneiras e reduzirem em 20% o uso de água. Apesar da recomendação, a Sabesp (empresa responsável pelo fornecimento de água no Estado) desperdiça em média os mesmos 20% de toda a água que distribui.
 
O dado foi fornecido pela companhia à Rede Nossa São Paulo, que pediu informações atualizadas por meio da Lei de Acesso à Informação. Esse percentual equivale a 623 bilhões de litros de água, suficiente para abastecer uma cidade com 685 mil habitantes, como Osasco, o sexto município mais populoso do Estado.
 
A decisão de estimular a economia de água se deve à seca em todo o Estado, que reduziu para 12,5% os níveis do reservatório do Sistema Cantareira, de onde parte a água que chega à região metropolitana de São Paulo e algumas cidades do interior.
 
A Sabesp alega que o índice de perda é um dos menores do Brasil. No Amapá, por exemplo, esse nível foi de 73,3% em 2011, de acordo com o Sistema Nacional de Informações de Saneamento (Snis), do Ministério das Cidades. Pernambuco, com 65,7%, e o Acre, com 64,7%, aparecem na sequência.

Abandono de praça gera reclamações em Americana gera reclamações de

Fonte: Todo Dia
 
A Praça dos Imigrantes, na Vila Santa Maria, em Americana, está servindo de refúgio para insetos e usuário de droga, de acordo com moradores, que afirmam que o local não recebe serviços de manutenção há pelo menos quatro meses.
Na praça, chama atenção o mato alto. Moradores penduraram em uma árvore uma placa improvisada escrito “Praça da Vergonha”. No momento em que a reportagem chegou, um rapaz saiu do meio do mato com um cachimbo utilizado para fumar crack na mão, dois RGs pendurados na cintura, com pontos na cabeça.
Segundo a aposentada Maria da Silva, 67, moradora do bairro, a cena é frequente. “Sempre tem usuários de droga nessa praça, à noite não se enxerga nada. Eu evito passar aqui depois que escurece. Bicho então aparece aos montes, já vi rato, baratas e escorpião, só falta aparecer cobra. Mas do jeito que esse mato está alto deve ter cobra também”. Reclamou.
A aposentada estava levando um casal de netos para brincar na praça. “Eles vieram de Rio Preto, mas com a praça desse jeito nem tem como aproveitar.”
A prefeitura informou, através da assessoria de imprensa, que a informação não procede, que o local recebeu capinação há menos de um mês e que a ação é feita periodicamente pela prefeitura e consta no cronograma habitual da secretaria.

Acordo suspende a greve dos servidores de Nova Odessa

Medida foi tomada em audiência de conciliação no TRT; nova audiência está marcada para o dia 23.
 
Fonte: Todo Dia
 
A Prefeitura de Nova Odessa e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais entraram em um acordo ontem no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, e a greve da categoria será suspensa a partir de hoje. O acordo será apresentado aos servidores em uma assembleia, às 8h. Uma nova audiência, visando discutir pontos ainda controversos e um possível encerramento definitivo do movimento, está marcada para o dia 23.
Pelo acordo firmado, a prefeitura se compromete a pagar uma reposição salarial de 5,9% (repasse inflacionário de 5,38% e aumento real de 0,615%). Também deve enviar à Câmara, no prazo de 30 dias, projeto de lei para concessão de cesta básica aos servidores que se afastarem por motivo legal.
A administração pagará o valor de R$ 326 a título de cesta básica, retroativo a março e pelo período de seis meses, passando ao valor de R$ 330 a partir de setembro. Até o mês de março, o valor pago como cesta básica era de R$ 290.
O sindicato se comprometeu, além de suspender a paralisação, a enviar um projeto de plano de carreira para análise da prefeitura e realizar assembleia para apresentar a aceitação do acordo.
No prazo de quatro meses, a prefeitura ainda iniciará a confecção de um laudo técnico referente às condições de trabalho em todos os setores.
Os dias de paralisação, ainda objeto de negociação, não serão descontados no pagamento de abril, segundo o Executivo.
A nova audiência conciliatória acontece no dia 23 deste mês, às 13h30, no TRT 15, quando serão definidos como serão repostos os dias parados.
Segundo o secretário de Administração, Francisco Mauro Ramalho, o acordo fixou pontos que a prefeitura já vinha oferecendo há alguns dias, mas as propostas eram recusadas pelo sindicato. “Itens como o plano de carreira, que teve o cronograma de discussões definido no acordo, já estavam no plano de governo, e seriam analisados mesmo sem o movimento grevista”, afirmou o secretário.
 
LICENÇA-PRÊMIO
Uma das propostas anteriores da administração ficou fora do acordo. Trata-se da licença-prêmio que, segundo proposta anterior, seria encaminhada para votação na Câmara até dezembro. O item não foi incluído na pauta de ontem de conciliação na Justiça.
De acordo com a prefeitura, ambas as partes se comprometeram a discutir, na pauta de reivindicações do próximo ano, a adoção da licença-prêmio.
As partes concordaram em manter o mesmo esquema de trabalho que está vigorando na jornada 12 por 36.
CONOTAÇÃO POLÍTICA
A greve dos servidores públicos tomou conotação política após um grupo de manifestantes jogar lixo em frente à casa do prefeito. O caso ocorreu por volta das 20h40 de sexta-feira.
Bill apontou políticos da oposição como responsáveis pela ação e disse que vai processar os envolvidos, identificados por meio de câmeras de vigilância instaladas na residência do prefeito.

Investigação sobre vazamento do Fantástico instaura terror na Globo

Fonte: UOL TV
 
É muito tenso o clima no Jornalismo da Globo. As investigações para apurar responsabilidades sobre o vazamento do piloto do novo Fantástico, que estreia dia 27, instauraram um clima de terror na emissora nesta semana. O medo começou no Fantástico e se espalhou por outras redações do Rio e até para afiliadas.
 
Foto: Em um um palco com 'auditório', Luiz Felipe Scolari é entrevistado em gravação de piloto do novo Fantástico
 
No Rio, um chefe avisou seus subordinados que cabeças vão rolar. Até profissionais que não têm nada a ver com a história temem ser demitidos. Suas senhas podem ser encontradas nas investigações. Como numa investigação de "quem matou?" de uma novela, jornalistas e profissionais de tecnologia da informação têm sido chamados para "depor". Outros se sentem ameaçados apenas pelo clima de "caça às bruxas". A investigação já foi apelidada de "CPI do vazamento do Fantástico".
 
Na última sexta-feira, um vídeo de 45 minutos do novo Fantástico foi transmitido na internet por um grupo de jovens adoradores de televisão. Os "black blocks da TV" usaram um canal da plataforma Justin.TV, o AbsurdaTV, para uma transmissão em streaming, vista por cerca de 200 pessoas. Um segredo guardado a sete chaves há quase dois anos caiu na rede três semanas antes de ser revelado ao público. Veja imagens no final deste texto.
 
O vazamento deixou furiosos executivos da Globo. Como um piloto de um novo programa vaza de uma das maiores emissoras do mundo? Quem vazou? Quais os pontos vulneráveis da emissora? Exigem punições exemplares, para que isso não volte a acontecer.
 
Segundo um dos integrantes do grupo que fez a transmissão na internet, o vídeo foi obtido de uma fonte que teve acesso a um ambiente de intranet da Globo para troca de vídeos entre programas e afiliadas. Na investigação, a Globo quer saber por que o piloto do Fantástico foi parar nessa espécie de intranet e quais senhas acessaram o material.
 
O piloto revela um Fantástico em novo formato. O programa passará a ser apresentado de uma redação-estúdio, que terá sofás, telões e um palco, onde poderão ser feitas projeções holográficas e gráficas e realizados pequenos shows e entrevistas com um "auditório" formado pelos jornalistas do programa. O piloto também mostra os jornalistas do programa discutindo as reportagens em produção.
 
Em nota no sábado (4), a Globo afirmou ter sido vítima de um "crime" de "furto de conteúdo protegido".

sábado, 5 de abril de 2014

José Wilker morre aos 66, vítima de infarto fulminante 370

Fonte: UOL Notícias

O ator José Wilker, 66, morreu na casa da namorara, a jornalista Claudia Montenegro, no Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (5), vítima de um infarto fulminante enquanto dormia. A informação foi confirmado ao UOL pelo assessor do ator, Cláudio Rangel. "Nós percebemos hoje de manhã. Graças a deus, ele não sofreu nada", afirmou Rangel.

Wilker deixa as filhas Isabel, Mariana e Madá. Ele foi casado três vezes, com as atrizes Renée de Vielmond, Mônica Torres, Guilhermina Guinle, além de Claudia Montenegro.

O último trabalho do ator foi na novela "Amor à Vida", em que ele interpretou o médico Herbert. Antes disso, ele havia atuado em outra novela de Walcyr Carrasco, "Gabriela". Ao todo, Wilker atuou em 29 novelas, incluindo sucessos como "Roque Santeiro", "O Salvador da Pátria", "Anos Rebeldes" e "A Próxima vítima".

Nascido em Juazeiro do Norte, no Ceará, no dia 20 de agosto de 1947, José Wilker começou sua carreira como locutor de rádio no Ceará. Aos 19 anos, porém, ele se mudou para o Rio de Janeiro, onde começou a atuar. Um de seus primeiros trabalhos foi o filme "A Falecida", de 1965, protagonizado por Fernanda Montenegro. 

Com uma extensa carreira também no cinema, Wilker atuou em 49 filmes, como "Bye Bye Brasil", "Dona Flor e Seus Dois Maridos", "Jango" e "Giovanni Improtta" - baseado em seu famoso personagem da novela "Senhora do Destino".

Wilker também trabalhou como diretor, tendo sido o responsável por "Giovanni Improtta" e pelo seriado "Sai de Baixo", da Globo. Ele ainda dirigiu as novelas "Louco Amor", de 1983, e "Transas e Caretas", de 1984, assim como a peça de teatro "Rain Man".

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Cozinha Comunitária de Hortolândia é reaberta após reformas

Espaço que oferece refeição a baixo custo e promove cursos na área de alimentação voltou a atender nesta terça-feira (01/04).
 
A Cozinha Comunitária, iniciativa da Prefeitura de Hortolândia, por meio da Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social, retomou suas atividades após passar por adequações elétricas e hidráulicas. O espaço, localizado na Rua Osvald Souza, 375, no Jardim Novo Ângulo, oferece cursos na área de alimentação e refeições a R$ 1 para os cadastrados no CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) do bairro.
Reinaugurado nesta terça-feira (01/04), o espaço tem o objetivo de levar à população informações sobre o preparo correto de alimentos, combatendo o desperdício e valorizando as capacidades nutricionais de cada ingrediente. Além de oferecer alimentação a baixo custo, a Cozinha também oferece cursos e palestras de educação para o consumo e formas de preparação de alimentos.
Aberta de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h, a Cozinha serve refeições das 11 às 13h, sempre com o preço simbólico de R$ 1 por prato. O cardápio, composto por arroz, feijão, carne, salada e suco de fruta é destinado exclusivamente para os cidadãos cadastrados do CRAS Novo Ângulo. Atualmente, 120 refeições são servidas todos os dias.
“As obras tiveram o objetivo de melhorar o atendimento à população. Assim, quem depende dos nossos serviços pode receber refeições saudáveis e de qualidade a um preço simbólico”, afirma a diretora de segurança alimentar da Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social, Alessandra dos Santos Barbosa Sarto.

SEV-Hortolândia enfrenta Sumaré na estreia do Paulistão

Clássico regional será no domingo (06/03); rivalidade será um dos aperitivos da partida.
 
A rivalidade entra em campo neste domingo (06/04), no jogo entre SEV-Hortolândia e Sumaré. O clássico regional será às 10h, no Estádio Tico Breda, em Hortolândia, válido pela primeira rodada do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O SEV conta com o apoio da Prefeitura de Hortolândia, por meio da Secretaria de Esporte e Recreação.
 
O clássico terá um aperitivo principal: o desejo de revanche. Como, no ano passado, a equipe hortolandense venceu o adversário por 4 a 0, os sumareenses virão com força máxima para cima do SEV. Os times estão no Grupo 4, com as equipes: Elosport, Paulínia e Primavera. No outro jogo do grupo, o Paulínia encara o Elosport em casa, no Estádio Luís Perissinotto. O Primavera folga na rodada.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Trem pega fogo em Americana

Incêndio ocorreu perto de cruzamento onde ocorreu tragédia com dez mortos em 2010.
 
Fonte: Todo Dia - Americana SP
 
Uma locomotiva da ALL (América Latina Logística) pegou fogo por volta de 11h de ontem, a menos de 100 metros do cruzamento com a Rua Carioba, que foi palco da maior tragédia na linha férrea da região, em 8 de setembro de 2010, quando dez pessoas morreram.
O incêndio de ontem foi o pior incidente ocorrido no trecho desde a tragédia, segundo a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros. Ninguém se feriu, mas a fumaça atingiu dez metros e o fogo, cinco metros, chamando a atenção de populares. Os bombeiros demoraram uma hora para controlar as chamas.
As quatro locomotivas - duas na frente e duas atrás - transportavam 77 vagões carregados com soja e seguiam no sentido Rio Claro a São Paulo e Porto de Santos. Uma composição no lado contrário estava carregada com combustível, mas foi retirada e não foi atingida. Vazou óleo lubrificante do motor na linha. A mancha foi controlada com pó de serra jogado pela equipe da Defesa Civil.
Quem avistou a fumaça e o fogo foi o porteiro da cancela, Marcos Roberto Granzotti, que estava no portão na Rua Carioba. Então pediu para o maquinista, que fica no primeiro vagão, parar a composição. A locomotiva parou debaixo do barracão da Estação Cultural.
“A fumaça ultrapassou a passarela de pedestre com oito metros e havia labaredas de fogo. A sorte foi que não tinha fiação elétrica cortando a linha férrea”, disse o porteiro.
O comerciante e ex-maquinista Edson Carlos da Silva, 45, ajudou os bombeiros a apagar as chamas. Segundo ele, havia risco bem pequeno de ocorrer uma explosão, já que o petroleiro estacionado na linha dois foi removido rapidamente. Ele suspeita que ocorreu pane elétrica ou superaquecimento. “O risco de explosão é mínimo. Foi mais o susto”, afirmou.
Toda a área foi isolada e os trens deixaram de circular no ramal enquanto a locomotiva era resfriada. O guarda municipal Siderlei Aparecido de Almeida informou que o trecho ficou interditado até a chegada da perícia.
“Poderia ter sido uma tragédia maior ainda. Não deixa de ser grave. Poderia ser bem pior se tivesse explodido o tanque ou o outro trem com combustível”, disse.
O sargento Cláudio Roberto Gasparotto, do Corpo de Bombeiros, confirmou que este foi o pior incêndio desde a tragédia de 2010. Na ocasião, um ônibus da VCA (Viação Cidade de Americana) foi arrastado por uma composição férrea, causando a morte de dez pessoas e deixando 18 feridos.
Ele informou que o incêndio ocorreu no compartimento do motor, que se espalhou para o compartimento do gerador.
Ainda segundo ele, havia risco de rompimento do tanque. O local onde a locomotiva parou, longe de comércios, casas e fluxo de pessoas, também evitou que houvesse feridos. Foram empregados três caminhões-bomba e sete bombeiros para apagar as chamas.

Câmeras de segurança com leitores inteligentes estão instaladas em 50% da cidade

Entradas e saídas de Hortolândia serão monitoradas pelo sistema OCR; a previsão é de quem em 30 dias o sistema entre em operação .
 
Fonte: Prefeitura de Hortolândia
 
A instalação das 27 câmeras inteligentes com leitores OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres) chegam à 50% no município. A Prefeitura instala os equipamentos para monitoramento de segurança nas entradas e saídas da cidade, uma ação da da Secretaria de Segurança em parceria com a Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas). A previsão é de que em 30 dias, o sistema entre em operação. O investimento da Agemcamp para a aquisição dos equipamentos é de R$ 550 mil. A contrapartida da Administração é de R$ 300 mil.

De acordo com o secretário de Segurança, Marcelo Borges, a instalação permitirá a fiscalização e monitoramento dos pontos de fuga quando ocorre roubo e furto de veículos, conforme registro da GM (Guarda Municipal).

O sistema é composto por radares inteligentes capazes de fazer a leitura instantânea das placas de veículos, ação que ajuda na identificação rápida de veículos roubados, furtados ou com documentação irregular. De acordo com o secretário de Segurança, Marcelo Borges, o diferencial das câmeras OCR é a integração de dados, permitindo agilidade no fluxo de informações e eliminação de trabalhos redundantes, aumentando, desse modo, a eficácia operacional dos órgãos envolvidos.

Em operação

Hortolândia conta com o sistema INFOSEG (Informações de Segurança) que entrou em operação em 2013. O sistema permite o acesso ao banco de dados do Ministério da Justiça, facilita o trabalho da Guarda Municipal na pesquisa de inquéritos, processos, de veículos, e condutores, armas de fogo e mandados de prisão. Quando ocorre suspeita, as consultas são realizadas por meio de controle operacional, instalado na sede da GM.

O INFOSEG é uma rede que reúne informações de segurança pública dos órgãos de fiscalização do Brasil, por meio da tecnologia de informação e comunicação. A rede integra um conjunto de bases de dados distribuídas pelos estados da Federação e por órgãos do governo federal.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Crocodilo gigante que teria matado quatro pessoas é capturado em Uganda

Fonte: Jornal Extra
 
Um enorme crocodilo que teria matado e comido quatro pessoas, moradoras de uma vila em Uganda, foi capturado nesta quarta-feira.
 
O réptil, que pesa uma tonelada, foi pego por agentes da Uganda Wildlife Authority (UWA), órgão governamental responsável pela conservação da vida selvagem. A captura ocorreu após quatro dias de caçada na vila de Kakira, no leste de Uganda.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sumaré confirma morte de mulher e bebê por dengue

Campinas e Sumaré ainda possuem em análise dois casos de suspeitas de mortes ocorridas em decorrência da doença.
 
Fonte: Todo Dia
 
A Prefeitura de Sumaré confirmou ontem o registro de duas mortes por dengue na cidade. O primeiro é de uma mulher de 53 anos e o segundo de um bebê de 2 meses. Na RMC (Região Metropolitana de Campinas), a única morte confirmada até então havia ocorrido em Americana.
A mulher de 53 anos morava na Vila Menuzzo, região central, e morreu no dia 8 de março. A paciente foi atendida na rede pública.
O segundo caso de morte por dengue, no entanto, não era de conhecimento da prefeitura até o dia 25 de março, porque vinha sendo acompanhado pela Vigilância Epidemiológica de Hortolândia.
Trata-se de uma criança do sexo feminino, de 2 meses, que morreu no dia 7 de março, apenas dois dias após apresentar os sintomas e cujos familiares procuraram atendimento no Hospital Mario Covas, em Hortolândia, fornecendo um endereço na cidade vizinha a Sumaré. Ele morava na Vila Soma, no Distrito de Nova Veneza.
Não está descartada a hipótese de a vítima ter sido picada em outra cidade, o que caracterizaria um caso “importado”. Uma ação de prevenção no local também foi realizada.
 
SUSPEITAS
Campinas também analisa a morte de uma idosa, que pode ser a quarta vítima na região (leia texto na pág. 6). As identidades não foram reveladas.
 
Em Sumaré, mais um caso suspeito de morte pela forma grave da dengue continua sob investigação. Trata-se Daiane Talita Bernardino dos Santos, 24, que morreu no dia 28 no Hospital Saint Vivant.
Na cidade, houve 1.364 notificações de suspeita de dengue este ano, das quais 337 casos foram confirmados, sendo apenas um “importado” e o restante, autóctone (quando o paciente foi picado pelo mosquito em Sumaré mesmo).
Outros 93 exames já foram negativados e o restante (934) ainda aguarda o resultado do exame, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. A tendência é que o total de casos confirmados se eleve em abril, mês em que normalmente são registrados os maiores números de casos.
 
RECORDE
O recorde histórico de uma epidemia de dengue em Sumaré foi em 2007, quando a cidade registrou 3.699 casos positivos.
Em 2013, Sumaré registrou cerca de 2,5 mil casos. Segundo a Vigilância Epidemiológica de Sumaré, 2014 é um ano “preocupante”.
Em Americana, local onde foi confirmada a primeira morte, cuja vítima foi uma mulher de 48 anos, foram registrados 1.320 casos confirmados da doença, segundo dados atualizados na semana passada.

Dez por cento de imóveis do Jardim Amanda em Hortolândia têm criadouros de dengue

O mutirão contra a dengue, realizado neste final de semana no Jardim Amanda I, resultou na fiscalização de mais de dois mil imóveis, localizados entre a Avenida Santana e a rua Graciliano Ramos. Nas mais de 37 quadras percorridas pelos agentes de combate à dengue, cerca de 200 residências e terrenos apresentavam algum criadouro de larvas. O número é elevado, uma vez que basta uma pequena quantidade de água para o mosquito Aedes aegypit, transmissor da dengue, depositar seus ovos. Por isso, a Prefeitura alerta que todos colaborem com a prevenção, evitando qualquer objeto que acumule água nos quintais ou mesmo dentro de casa.
“Percebemos que a maioria das casas estava dentro das orientações de controle da dengue, com objetos protegidos da chuva, evitando água parada. O problema são os locais onde havia criadouros. Nestes pontos, eram muitas larvas”, afirmou a diretora do Departamento de Saúde Coletiva, Cilene Aparecida de Oliveira Mantuan.
O veterinário Evandro Alves Cardoso, diretor técnico do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), comentou que as larvas eram encontradas em locais habituais, como vasos de plantas, pneus e garrafas. “Mas também localizamos criadouros em alguns pontos inusitados, como curvas de canos de PVC que estavam guardados aparentemente protegidos. Por isso, toda suspeita de criadouro deve ser investigada”, ressaltou Cardoso.
Outra preocupação surgida durante o mutirão é com os imóveis que estavam fechados. “Vamos retornar nestes locais para fazer a vistoria. Além disso, durante a semana também vamos entrar em terrenos baldios para coletar materiais que sirvam como criadouros. Nestes terrenos, especificamente, haverá notificação formal para que o proprietário faça a limpeza do mato alto e entulho acumulado”, confirmou o veterinário.
Remoção de entulho
Durante o mutirão, uma parceria com a Secretaria de Serviços Urbanos permitiu a remoção de 12 toneladas de material inservível, como louças sanitárias quebradas, garrafas velhas, pneus e outros objetos que podiam servir de criadouro. Foram dois caminhões de entulho no sábado (29/03) e mais um no domingo (30/03). O mutirão fez parte das ações do município em adesão à Campanha Estadual de Combate à Dengue, realizada entre segunda (24/03) e sexta-feira (28/03). Neste período, foram montados estandes nas UPAs-24h (Unidades de Pronto Atendimento) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde) para distribuição de material informativo sobre a doença, com a descrição dos sintomas e as formas de prevenção.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Conheça a ChocaByte, impressora 3D de chocolate compacta e baratinha

Fonte: TechTudo
 
Uma impressora de 3D de chocolate para todos. Essa é a ideia por trás da ChocaByte, modelo foi apresentada na CES 2014, um equipamento compacto como uma cafeteira. Gadget começou a ser comercializada na Austrália por apenas US$ 100, cerca de R$ 230, sem impostos.
 
Apesar de pequena, a ChocaByte consegue imprimir barras de chocolate medindo 5 cm de altura e largura, por 2,5 cm de espessura. “Basta aquecer o cartucho de chocolate no microondas ou água quente e, em seguida, colocá-lo na impressora e pressionar ‘Start’. Uma impressão de chocolate duro é feia em menos de 10 minutos, pronta para consumir imediatamente”, explica o site oficial do produto.
Para criar chocolates dos mais variados formatos, basta baixar projetos de impressão gratuitos disponíveis na internet e mandar a ChocaByte realizar o trabalho. Além disso, os cartuchos de chocolate não são caros, podendo ser adquiridos por US$ 10 (R$ 23).
Inicialmente, somente 500 pessoas residentes em Sydney, Austrália, poderão adquiri-la. O prazo para que a ChocaByte seja produzida em massa é de 1 a 3 meses, quando deverá chegar a outros mercados.

Papa Francisco recebe o presidente Barack Obama no Vaticano

'Sou um grande admirador', disse o chefe de Estado no início do encontro. Trata-se da 1ª reunião privada entre eles desde que Francisco foi eleito.
 
Fonte: G1
 
O Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (27), no Palácio Apostólico do Vaticano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no primeiro encontro privado entre os dois líderes desde que Francisco foi eleito pontífice, há um ano.
 
"Sou um grande admirador", disse Obama ao Papa no início do encontro.

Após cerimônia da Guarda Suíça, o presidente dos EUA e sua delegação foram levados a um salão com afrescos onde o chefe de Estado americano e o Papa apertaram as mãos.
 
O primeiro Papa da América recebeu Obama de pé, na entrada de sua biblioteca privada e com certa formalidade. O presidente americano sorriu e pareceu emocionado ao encontrar Francisco.
 
"Welcome, mister president" (Seja bem-vindo, senhor presidente), disse o pontífice em inglês, idioma que ele não costuma falar.
 
Em seguida, dois tradutores (um religioso e uma mulher com uma pequena manta) entraram para participar do encontro, que aconteceu no escritório papal, com os dois líderes sentados um de frente para o outro.
 
Em sua primeira visita ao Vaticano, Obama foi recebido no pátio de São Damásio, onde era esperado pelo prefeito da casa pontifícia, o bispo Georg Gänswein, também secretário de Bento XVI (Papa emérito que renunciou ao cargo em fevereiro de 2013).
 
Durante o encontro com Francisco, Obama destacou a crescente diferença entre ricos e pobres, tema que já era esperado na reunião – além de assuntos polêmicos como aborto e direitos dos homossexuais.
 
O presidente dos Estados Unidos elogiou o Papa por sua ênfase em ajudar os pobres, e disse que o encontro poderia dar um impulso a algumas das iniciativas americanas, como aumentar a classe média e ajudar a população de baixa renda.
 
'Papa nos desafia'

 Em entrevista ao jornal italiano "Il Corriere della Sera", Obama disse que a globalização e o aumento do comércio levou centenas de milhões de pessoas a sair da pobreza nas últimas décadas. O presidente dos EUA também falou que estava
"muito agradecido" pela disposição do Papa em recebê-lo no Vaticano.
 
"O Papa nos desafia. Implora que recordemos das pessoas, das famílias, dos pobres. Nos convida a parar e a refletir sobre a dignidade do homem", destacou Obama.
 
"Venho a Roma para ouvi-lo", completou o presidente americano, antes de ressaltar que "o pensamento" do pontífice é "precioso para compreender como podemos vencer o desafio de combater a pobreza extrema e a desigualdade na distribuição de renda".
 
Obama declarou ainda que quer ouvir o que o Papa propõe "para limitar as desigualdades na distribuição de renda".
 
"Ao nos colocar contra a parede em relação à justiça social, ele nos mostra o risco que existe de se acostumar com as desigualdades extremas a ponto de considerá-las normais", acrescentou Obama durante a entrevista ao "Il Corriere della Sera", feita quando ele ainda estava em Bruxelas.
 
O chefe de Estado americano também comentou sobre sua visita à Itália, onde deverá se encontrar nesta quinta-feira com o presidente Giorgio Napolitano – de quem gosta muito – e com o primeiro-ministro Matteo Renzi, há apenas um mês no cargo.
 
Obama disse que deseja uma aceleração nas negociações para um acordo de livre-comércio entre os EUA e a União Europeia, durante o semestre da presidência italiana do bloco.
 
Para a chegada de Obama, que ficará apenas 40 horas em Roma, a Cidade Eterna foi "blindada". Durante a tarde desta quinta-feira, o presidente americano deve visitar o emblemático Coliseu, que estará fechado ao público na ocasião.

Mulher é presa por tráfico e acusa filho em Santa Bárbara

Fonte: Todo Dia
 
A PM (Polícia Militar) de Santa Bárbara d’Oeste prendeu uma mulher por tráfico de drogas e associação ao tráfico. L.M.G.S., 50, foi presa em uma residência na Rua João Rossi, Parque do Lago. No local, aproximadamente 700 gramas de cocaína e 100 gramas de crack foram encontrados.
Ela disse que as drogas eram do filho, mas foi presa em flagrante. Um adolescente de 17 anos foi apreendido, ouvido e liberado.
A prisão ocorreu após a PM receber ligação anônima dizendo que havia drogas na residência. Os policiais foram ao local e encontraram o menor na frente da casa em companhia de um rapaz de 18 anos.
Os dois foram abordados. Nada de ilícito foi encontrado com o jovem de 18 anos. Com o menor, os policiais encontraram 40 porções de cocaína.
Os PMs entraram na casa do adolescente e encontraram quatro sacos contendo cocaína em cima de um guarda roupas. Eles foram até uma lavanderia, onde encontraram mais drogas, uma balança de precisão, um prato contendo cocaína e aproximadamente três mil pinos vazio, três peneiras e um copo de liquidificador.
A mulher disse que a droga pertencia a um filho. Ele não foi localizado na casa e ela foi presa.

São Paulo não fura retranca do Penapolense e é eliminado nos pênaltis

Equipe do Morumbi joga mal e, após empate de 0 a 0 no tempo normal, perde por 5 a 4 nas penalidades e está fora do Paulistão.
 
Fonte: iG Esporte
 
O zagueiro Antonio Carlos falou que o São Paulo tinha obrigação de vencer o Penapolense nesta quarta-feira. Não venceu. E, após 90 minutos sem conseguir furar a retranca rival no Morumbi, foi eliminado do Campeonato Paulista ao empatar em 0 a 0 e perder por 5 a 4 nos pênaltis.
 
A equipe de Muricy Ramalho jogou mal, quebrando a evolução que era tão celebrada pelos atletas e irritando os quase 17 mil torcedores presentes. O time volta suas atenções agora à Copa do Brasil. Fora do estadual, os são-paulinos só entram em campo novamente no dia 9 de abril, quando recebem o alagoano CSA no segundo jogo da primeira fase – o tricolor venceu o duelo de ida por 1 a 0.
 
Já o Penapolense assegura vaga na semifinal pela primeira vez na história. No ano passado, o clube, até então estreante na elite, caiu nas quartas de final para este mesmo São Paulo. Seu adversário na próxima fase será o Santos, que eliminou a Ponte Preta na Vila Belmiro. O jogo será no litoral paulista.
 

Agricultor encontra corpo carbonizado em Sumaré

Fonte: Todo Dia
 
Um corpo foi encontrado parcialmente carbonizado em uma propriedade no km 2,5 da Estrada Rural Teodor Cundiev, no Assentamento II, bairro que fica dentro do Horto Florestal, em Sumaré. O encontro ocorreu por volta das 17h50 de anteontem. Segundo testemunhas, a vítima aparentava ser uma mulher, que não foi identificada. O caso será investigado no 2º Distrito Policial de Sumaré.
O proprietário do terreno onde o corpo foi encontrado, o agricultor rural L.S.D.S., 47, descreveu como “chocante” o cenário do crime. Ele foi avisado por um vizinho, que havia levado um cavalo para pastar no local.
“Liguei para polícia e, quando eles chegaram, fomos até o corpo”. O agricultor disse nunca ter visto algo parecido. “O cenário não era dos melhores de se ver. O corpo estava lá semicarbonizado e parecia um corpo feminino”.
Segundo S., a forma como o corpo estava virado não permitiu enxergar o rosto da vítima. Ele contou que detalhes indicavam tratar-se de uma mulher. “Tinha sangue no local. Uma calcinha vermelha estava lá, jogada em um pé de mandioca. Consegui ver que as unhas das mãos estavam pintadas, por isso creio ser uma mulher”.
Assim que foi avisado pelo vizinho, o agricultor chamou a Polícia Militar. “Rapidamente a viatura veio. Foi juntamente com a polícia que eu pude ver a cena do crime”, contou. “É uma coisa lastimável, horrível. Particularmente, na minha vida, nunca tinha presenciado uma cena assim. O corpo estava lá, nu, com madeira em cima. A pessoa tentou fazer um fogo sobre a vítima”.
Segundo informações levantadas no plantão policial de Sumaré, o caso será investigado pelo 2º Distrito Policial. A reportagem tentou contato com o delgado Elias Kobayashi, que responde pelo distrito, mas ele estava ocupado e não pôde atender a reportagem.

Militares mantêm silêncio sobre anos de chumbo e ainda tratam golpe de revolução

Desde que o regime deixou o poder, em 1985, nenhum dos seis governantes civis – nem mesmo a ex-guerrilheira Dilma – teve forças para exigir esclarecimentos como demanda de Estado.
 
Fonte: Último Segundo
 
Os 30 anos contínuos de governos civis – o mais longo da República – blindaram a liberdade e tornaram a democracia mais protegida contra escândalos e aventuras golpistas. Mas não foram suficientes ainda para subordinar de fato as Forças Armadas ao poder civil.
 
“O primeiro capítulo do relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV) deve tratar do mutismo militar”, disse o ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi, ao participar, em São Paulo, de um dos seminários sobre os 50 anos do golpe de 1964. “A cultura das Forças Armadas ainda é a do período da Guerra Fria”, emendou.
 
A observação é uma reclamação unânime na CNV e em todas as entidades que trabalham nas investigações sobre os anos de chumbo: além de se recusar a abrir informações que levem ao paradeiro dos desaparecidos políticos, segundo Vanucchi, as Forças Armadas ainda se guiam pelos mesmos manuais da Escola Superior de Guerra que ensinam às novas gerações militares que o golpe foi uma revolução (a “redentora”) para salvar o país do comunismo.
 
Nem de longe os militares cogitam um pedido de desculpas por ter derrubado um governo legítimo (a bem da verdade, com o apoio dos meios de comunicação, empresários e muitos políticos que hoje pousam de democratas) para instalar uma ditadura de 21 anos. Também não reconhecem que prenderam arbitrariamente, mataram, torturaram e sumiram com os corpos de ativistas.
 
Documentos destruídos
 
Num encontro recente com representantes dos grupos de direitos humanos, ao ser questionado sobre os arquivos militares do período, o ministro da Defesa, Celso Amorim, preferiu seguir a palavra de ordem dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Reafirmou que os documentos da ditadura foram destruídos, mas não mostrou os protocolos sobre a incineração, obrigatórios em qualquer procedimento do gênero.
 
Desde que o regime se retirou do poder, em 1985, nenhum dos seis governantes civis que se alternaram no poder – nem mesmo a ex-guerrilheira Dilma Rousseff, que criou a CNV – teve forças ou vontade política determinante para confrontar o argumento e exigir os esclarecimentos como uma demanda de Estado.
 
Os militares simplesmente se recusam a tocar no assunto. “Eles precisam obedecer o poder civil e entregar os documentos”, cutuca Heloísa Starling, professora de história da Universidade Federal de Minas Gerais e assessora da CNV.
 
Os documentos “destruídos” apareceram frequentemente em livros, textos publicados a conta-gotas em sites e blogs da extrema direita ou são exaustivamente explicados e contextualizados por remanescentes da ditadura. Uma dessas publicações é conhecida como "Orvil" (livro ao contrário), que condensa parte dos documentos – mas omite propositalmente o essencial –, e é o livro de cabeceira dos oficiais entrincheirados em entidades como o Clube Militar, no Rio de Janeiro.
 
Um deles, Sebastião Rodrigues de Moura, o famoso major Curió, “desovou” parte desses papéis para explicar, num livro biográfico sobre sua trajetória – Mata!, do jornalista Leonêncio Nossa – dezenas de execuções de prisioneiros da Guerrilha do Araguaia. Mas ainda não abriu o que sabe e nem disse o que foi feito com os restos mortais dos prisioneiros executados no Araguaia.
 
Arquivos vivos
 
Convocado a prestar depoimento em abril numa audiência pública, Curió é, aliás, uma das apostas de revelação da CNV. O comportamento do ex-militar demonstra que se Exército, Marinha e Aeronáutica tivessem disposição de virar a página dos anos de chumbo, os pontos ainda obscuros poderiam ser reconstituídos pelo simples depoimento dos remanescentes.
 
Curió acompanhou todas as fases da repressão ao Araguaia e, depois de eliminada a guerrilha, instalou-se na região para, a pretexto de administrar o garimpo de Serra Pelada, exercer vigilância permanente no circuito do conflito. Lá usou as terras que pertenciam a militantes do PCdoB para fazer uma reforma agrária ao seu modo e fundou até uma cidade em sua homenagem: Curionópolis, na mesma área da guerrilha, onde foi prefeito várias vezes.
 
Boa parte dos militares que estiveram na linha de frente da repressão urbana e rural ainda está por aí. Gravita em torno de personagens como o general Nilton Cerqueira, o então comandante que matou Carlos Lamarca no sertão da Bahia e depois comandaria a operação que exterminou a Guerrilha do Araguaia. Os principais oficiais que atuaram na linha de frente da repressão ocupam hoje cargos no Clube Militar.
 
O que mais intriga os cientistas políticos que analisam os 50 anos do golpe é a postura da atual geração militar que, mesmo não tendo vínculos com os autores da quartelada ou com quem torturou e matou prisioneiros indefesos, adotou a cumplicidade do silêncio. Paulo Vannuchi acha que uma das explicações pode ser a falta de trabalhos de fôlego sobre o papel das Forças Armadas.
 
“Temos a Celina (Maria Celina D’Araújo, da FGV), o Cavagnari (coronel Geraldo Cavagnari, da Unicamp), mas os estudos acadêmicos, no geral, são pobres”, diz o ex-ministro. Sem maiores referência, as novas gerações que ingressaram nas Forças Armadas depois da ditadura consumiram as teses de autores da própria caserna, a maioria sem distanciamento ou isenção. Ele acha que sem um novo conteúdo acadêmico, que inclua direitos humanos, dificilmente os militares farão uma revisão sobre os equívocos da ditadura. Um desses ideólogos, autor de vários textos, vem a ser o general Álvaro de Souza Pinheiro, o mesmo que admitiu o uso de bombas de napalm no Araguaia, uma história que os militares esconderam por décadas.
 
Exorcizados
 
Se há algo que une todos os estudiosos é a constatação de que, depois de um golpe sem motivo justificável, os fantasmas foram exorcizados e os militares já não representam uma ameaça à democracia. “O Lula é mais radical que era o Jango”, diz o cientista político Fernando Limongi, da USP. “A transição foi conservadora demais”, acrescenta Marcos Nobre, da Unicamp, para explicar que, sem rupturas, o longo período de redemocratização – encerrado, na sua opinião, com as manifestações de 2013 – se encarregou de evitar sobressaltos.
 
A tática do silêncio adotada pelos militares se mantém, mesmo depois de duas decisões judiciais transitadas em julgado – uma na Corte Interamericana de Direitos Humanos e outra na Justiça Federal de Brasília – determinarem o esclarecimento das violações através de condenações impostas ao governo brasileiro.
 
Preocupado com a onda de manifestações, num ano de Copa do Mundo e de eleições, o Palácio do Planalto sinaliza que não quer problemas com a caserna. Mesmo a CNV patina, sem inspirar resultados concretos, já que está subordinada a uma legislação amparada na interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal, em 2010, a um pedido de revisão da Lei da Anistia.
 
Omisso durante toda a ditadura, o STF reafirmou que a Anistia de 1979 não permite levar ao banco dos réus quem violou direitos. Nenhuma Comissão da Verdade tem poder de punir, mas poderia, como se fez na África do Sul, ter feito um acordo com os militares em nome da verdade sobre as violações.
 
A Corte Interamericana de Direitos Humanos considera a Lei da Anistia o principal entrave para se esclarecer os crimes da ditadura e diz que a decisão do STF está dissociada dos textos das convenções de que o Brasil participou, foi signatário dos documentos e se comprometeu a seguir. A entidade já condenou o Brasil e pede que o governo adeque sua legislação para punir autores de crimes considerados imprescritíveis, como tortura e desaparecimentos forçados.
 
Poder militar
 
As condenações não abalaram o poder militar. O artigo 142 da Constituição de 1988 deu às Forças Armadas não apenas o poder sobre a defesa da pátria ou a manutenção da ordem e da lei. Os militares ficaram com o Poder Moderador, o que equivale a dizer que em nome da lei e da ordem, requisitados por um dos Poderes, têm amparo constitucional para intervir.
 
O poder das Forças Armadas ficou demonstrado em episódios recentes, quando os órgãos de inteligência e segurança discutiram os grandes eventos. Os militares – e não a Polícia Federal, que tem acordos de cooperação com as agências de segurança e informação do mundo inteiro – ficaram com o comando da segurança dos grandes eventos.
 
O orçamento federal de 2014, com todas as restrições impostas, reservou para o Ministério da Defesa R$ 72 bilhões, o quarto da Esplanada, equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), dos quais R$ 16,1 bilhões serão gastos por Exército, Marinha e Aeronáutica.
 
O curioso é que depois de quatro governos civis (José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso), foi justamente na gestão petista, iniciada com Luiz Inácio Lula da Silva, que a Defesa teve seu orçamento melhorado. O patamar atual pode ser baixo diante do alegado sucateamento da Força, mas é bem razoável para um País que não tem inimigos externos e apresenta baixíssimos níveis de IDH.
 
O gesto de boa vontade mais simbólico de um governo formado, em boa parte, por remanescentes da esquerda armada, foi manifestado em dezembro do ano passado, quando a presidente Dilma e seu ministro da Defesa, Celso Amorim, desengavetaram o Projeto F-X2, batendo o martelo pela sueca Saab na disputa pela compra dos 36 caças Gripen NG. Com o negócio, o governo transferirá para a Força Aérea Brasileira R$ 4,5 bilhões.
 
A subordinação ao Ministério da Defesa é, desde que a pasta criada no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1999, apenas formal. As três forças só perderam o status de ministério, mas não o poder, caracterizado pelo persistente silêncio sobre as violações.
 
Voz que não se cala
 
A CNV já fez diversas incursões tentando estabelecer um diálogo produtivo sobre a localização dos desaparecidos, mas a resposta é sempre a mesma: não existem mais arquivos. Uma segunda alternativa recorrente é pedir a análise de documentos cifrados, produzidos pelos órgãos de informação da própria Força.
 
Os órgãos militares colocam analistas para atender as demandas, mas as respostas não ajudam. “Infelizmente não obtivemos nenhuma grande descoberta”, diz a pesquisadora Glenda Mezarobba, da CNV. Há poucos dias a Marinha devolveu 34 mil páginas de documentos analisados. Algumas das informações mais relevantes apenas confirmam a passagem de ativistas por determinados estabelecimentos militares ou policiais.
 
O jurista José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça e um dos coordenadores da CNV, diz que o relatório final, previsto para dezembro deste ano, certamente tratará do silêncio das Forças Armadas e trará recomendações sobre a necessidade de mudanças na cultura militar.
 
“Vamos reescrever a história com todos os acentos”, diz o advogado, sem garantir, no entanto, se haverá resposta aos familiares que há 40 anos aguardam informações sobre o paradeiro dos militantes desaparecidos.
 
Vannuchi lembra que uma das alternativas para se esclarecer os episódios seria um documento simples, a folha de alteração militar – onde fica registrado local, data e a tarefa desempenhada desde que um soldado senta praça até a sua morte. Mas nem isso as Forças Armadas disponibilizam para a CNV.
 
Derrotada no enfrentamento, a esquerda ganhou a guerra da informação, mas não consegue avançar além da denúncia. “Nós podemos dizer o que fizemos e por que fizemos. Eles (os militares), não. Por isso, escondem o passado”, diz o jornalista e ex-preso político Ivan Seixas, detido aos 16 anos junto com o pai, Joaquim Seixas, torturado até a morte na sede da Operação Bandeirantes, na Rua Tutóia, Paraíso, na capital paulista.
 
O pouco que se sabe sobre o período tem chegado à CNV mais pelos familiares dos militantes mortos ou sumidos nas mãos dos agentes da ditadura, do que por resultados da investigação. “Os familiares são o único grito, uma voz que nunca se calou ao longo de todos os últimos 50 anos”, diz Ivan.