segunda-feira, 23 de março de 2015

Jovem é arrastado por 30 metros e morre na SP-304

Rodovia sofre constantes acidentes devido a imprudência de motoristas e falta de fiscalização


O jovem Lucas Nascimento de Araújo, 22, foi atropelado e arrastado por cerca de 30 metros na noite de domingo (22), enquanto arrumava a capa de proteção do som de uma Fiat/Strada, na caçamba, no acostamento da Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), em Americana. De acordo com testemunhas, o rapaz estava embaixo do viaduto Paulo Roberto Meneghel, de acesso à Avenida Nossa Senhora de Fátima. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
 
Segundo a Polícia Civil, o mecânico C.C.A.N., 21, responsável pelo acidente, trafegava com um GM/Monza e atingiu o rapaz. O acusado confessou ter ingerido cerveja em uma festa.
 
A morte do rapaz foi constatada no local, segundo o Corpo de Bombeiros.
O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio culposo.

Celebridades estão relacionadas a contas no HSBC na Suíça

Claudia Raia, Marília Pêra, Francisco Cuoco e Roberto Medina, entre outros, estão nos arquivos.


Nomes da cultura nacional, ligados a música, TV, cinema e literatura, estão na lista dos 8.667 brasileiros relacionados a contas numeradas –cujos donos são identificados apenas por um código– na agência de “private bank” do HSBC em Genebra, na Suíça. Os dados dos arquivos se referem a 2006 e 2007, embora algumas contas já estivessem encerradas nessa época.

Num trabalho de reportagem do UOL em parceria com o jornal “O Globo”, os citados foram todos procurados e disseram não ter contas no HSBC no momento ou não ter cometido qualquer irregularidade.

A investigação mostra também que há casos de personalidades que receberam dinheiro público para desenvolver atividades artísticas por meio de leis de fomento –como a Lei Rouanet e o Fundo Nacional de Cultura. Mas não é possível nem correto fazer uma conexão entre o dinheiro captado e os recursos que eventualmente circularam nas contas bancárias na Suíça.

Os arquivos da filial do HSBC em Genebra foram extraídos em 2008 por Hervé Falciani, que era técnico de informática do banco. Os dados foram obtidos em 2014 pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), organização sem fins lucrativos, com sede em Washington, nos EUA, que firmou parceria com o jornal francês “Le Monde” para investigar o caso, conhecido como SwissLeaks. No Brasil, UOL e “Globo” fazem a apuração com exclusividade.

Os dados do HSBC em Genebra indicam que registros de quatro membros da família de Jorge Amado (1912-2001) na instituição. Além do escritor, aparecem na lista sua mulher Zélia Gattai (1916-2008), e os dois filhos: a editora gráfica Paloma e o escritor João Jorge.

Os quatro integrantes da família Amado foram titulares da conta 30351 TG, aberta em 25 de janeiro de 2001 e encerrada em 25 de março de 2003.

Em Salvador, a Fundação Casa de Jorge Amado funciona com apoio do Ministério da Cultura. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, de 2009 a 2012, a entidade recebeu do Fundo Nacional de Cultura R$ 477 mil e captou R$ 1,2 milhão via Lei Rouanet, embora no site do Ministério da Cultura apareça um valor menor captado, de R$ 622 mil.

A Lei Rouanet permite a empresas financiarem projetos culturais e deduzir 100% do valor gasto do seu Imposto de Renda, até o limite de 4% do imposto devido.

Abaixo, os dados das contas no HSBC relacionadas a celebridades (clique na imagem para ampliar):

O cineasta Andrew Waddington, mais conhecido como Andrucha, também é listado como dono de uma conta numerada no banco suíço. Sócio da produtora Conspiração Filmes, ele aparece nos registros dividindo uma conta com seu irmão Ricardo Waddington, que hoje é diretor da TV Globo. Em 2006/2007, a conta dos dois não tinha saldo.

Andrucha e Ricardo Waddington foram titulares da conta 14870 HW, aberta em 7 de março de 1997 e encerrada em 31 de janeiro de 2000.

Foto: Jorge Amado e Zélia Gattai, em foto de 1994, e Tom Jobim e Ana Lontra, retratados em 1988.

A Conspiração Filmes, de Andrucha, captou R$ 13,4 milhões, conforme dados do Ministério da Cultura. O dinheiro foi liberado para projetos como “Taça do Mundo é Nossa Casseta & Planeta O Filme”, “Matador” e “Eu Tu Eles”.

O cineasta Hector Babenco aparece relacionado à conta 1683 JM, aberta em 25 de abril de 1988 e encerrada em 6 de janeiro de 1992. Sua produtora, a HB Filmes, já captou R$ 16,2 milhões para trabalhos como o filme “Carandiru” e a peça de teatro “Hell”.

A atriz Claudia Raia, segundo os registros do HSBC, teve uma conta na agência de Genebra, número 34738 ZES, de 3 de maio de 2004 a 5 de novembro de 2006. Era um depósito em conjunto com seu então marido, o também ator Edson Celulari. Eles se separaram em 2010. Na época em que os dados foram extraídos do banco, em 2006/2007, a conta tinha um saldo de US$ 135 mil.

Cláudia Raia, por meio de suas duas empresas denominadas “Raia Produções”, captou, de 2009 a fevereiro de 2015, um total de R$ 7,4 milhões via Lei Rouanet para os musicais “Pernas pro Ar”, “Charlie Chaplin” e “Raia 30 Anos”. A responsável pela produtora é a irmã de Cláudia, Maria Olenka de Fátima Motta Raia.

Já Edson Celulari, por meio da Cinelari Produções Artísticas, captou de 1997 a 2012 R$ 2,6 milhões para as peças “D. Quixote de lugar nenhum”, “Fim do jogo”, “Nem um dia se passa sem notícias suas” e “Dom Juan”.

Na tabela abaixo, o valores captados via Lei Rouanet pelos artistas brasileiros citados no SwissLeaks. As imagens foram extraídas do sistema SalicNet, do Ministério da Cultura:

 O nome do ator Francisco Cuoco também está entre os correntistas na Suíça. Ele aparece relacionado a uma conta no HSBC da Suíça, de número 25403 ZFG, aberta em 11 de setembro de 1994 e ainda ativa em 2006/2007, com saldo de US$ 116 mil.

Cuoco já atuou em peça patrocinada em 2009 pela estatal Eletrobrás, a “Deus é química”, escrita por Fernanda Torres. Em 2011, também estrelou “Três Homens Baixos” em festival com apoio da Lei Rouanet.

E ainda há mais duas atrizes nos arquivos do HSBC: Marília Pêra e Maitê Proença.

Marília Pêra está relacionada a depósitos no HSBC da Suíça por meio da conta 25570 ZGM, aberta em 22 de fevereiro de 1999 e ativa em 2006/2007. À época, o saldo era de US$ 834 mil.

A empresa da atriz, a Peramel Produções Artísticas, captou R$ 100 mil via Lei Rouanet para montar e divulgar a peça “A filha da…”, com a própria Marília em cartaz, que estreou em 2002.
A atriz Maitê Proença está nos arquivos do SwissLeaks vinculada à conta 15869 HP, aberta em 17 de abril de 1990 e ativa em 2006/2007, quando os dados foram extraídos do HSBC. O saldo era de US$ 585 mil.

Sua empresa, a M. Proença Produções Artísticas, captou R$ 966,9 mil via Lei Rouanet para as peças “Achadas e Perdidas”, “Isabel”, “A Beira do Abismo me Cresceram Asas” e “As Meninas”.

Maitê envolveu-se em uma polêmica por causa de duas pensões recebidas do governo do estado de São Paulo no valor total aproximado de R$ 17 mil mensais, deixadas por seus pais, o procurador de Justiça Carlos Eduardo Gallo e a professora Margot Proença, mortos em 1989 e 1970, respectivamente.

Maitê recebe o benefício porque nunca se casou oficialmente, no papel. Ela teve as pensões cortadas no final de 2009 por decisão da SPPrev (São Paulo Previdência). O governo alegou que a atriz não podia mais ser considerada filha solteira de Carlos e Margot, pois manteve vida conjugal com o empresário Paulo Marinho, com quem viveu por 12 anos e teve uma filha. Para a SPPrev, sua união estável deveria ser equiparada ao casamento.

Maitê recorreu à Justiça. Em 2010, conseguiu restabelecer o pagamento das pensões. Em 2013, a atriz defendeu o recebimento do benefício e afirmou ao UOL que a pensão era um “direito adquirido”.

Jô Soares está no acervo de dados vazado do HSBC identificado como “acteur, journaliste, écrivain & animateur de télévision sur chaînes TV au Brésil” (ator, jornalista, escritor e animador de televisão em canais de TV no ​​Brasil). Apresentador do “Programa do Jô”, de entrevistas, ele aparece relacionado a 4 contas no HSBC de Genebra, todas já encerradas em 2006/2007. A de número 33540 GG, aberta em 5 de março de 2001 e fechada em 17 de janeiro de 2003, a 23940 AM, aberta em 9 de janeiro de 1998 e fechada em 29 de outubro de 2002, a 1514 GG, aberta em 4 de novembro de 1988 e fechada em 25 de março de 1997, e a 1642 GG, aberta em 21 de fevereiro de 1997 e fechada em 10 de março de 2001.

O músico Tom Jobim (1927-1994) e sua última mulher, Ana Lontra Jobim, também estão relacionados a contas no HSBC da Suíça. Ana manteve uma conta conjunta com Tom, número 20282 AC, de 23.dez.1993 a 7.jun.1995.

Ana também manteve outras 2 contas relacionadas a seu nome. A número 23015 AB, de 2.set.1995 a 14.fev.1996, e a conta 23082 AB, de 1.dez.1996 a 23.ago.2005. A Fundação Tom Jobim já captou R$ 1,7 milhão via Lei Rouanet. O dinheiro foi aplicado em eventos como a exposição Tom Jobim – Música e Natureza.

O publicitário e empresário Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, aparece ligado à conta 7853 MA, aberta em 16 de janeiro de 1990 e fechada em 5 de setembro de 2000 no HSBC. Conforme informações do Ministério da Cultura, a empresa Rock World captou R$ 13,6 milhões para a realização do Rock in Rio 2013 e 2015.

Com exceção de Jô Soares e de Ricardo Waddington, os artistas e intelectuais listados nas planilhas do HSBC de Genebra receberam dinheiro público para realizar seus trabalhos.

Participam da apuração da série de reportagens SwissLeaks os jornalistas Fernando Rodrigues e Bruno Lupion (do UOL) e Chico Otavio, Cristina Tardáguila e Ruben Berta (do jornal “O Globo”).

Prefeito de Hortolândia solicita ao Governo do Estado agilidade na construção de viaduto no Jardim Nova Europa

Meira se reuniu com novo secretário estadual de Transportes, na quarta-feira (18/03), para reunião sobre convênios entre município e Estado.

 
O prefeito Antonio Meira esteve na quarta-feira (18/03), na capital paulista onde se reuniu com o novo secretário de Transportes do Estado, Clodoaldo Pelissioni. Este foi o primeiro encontro entre o prefeito e o secretário, que acabou de assumir seu cargo. O objetivo da agenda, solicitada pelo prefeito Meira, foi acompanhar a situação de alguns convênios entre a Prefeitura e o governo estadual, como as obras do Corredor Metropolitano Noroeste “Vereador Biléo Soares” e o projeto para implantação de um viaduto entre os bairros Jardim Nova Europa, em Hortolândia, e Parque Bandeirantes, em Sumaré. O secretário de Obras de Hortolândia, Ronaldo Alves dos Reis, também participou do encontro.

Com a implantação do viaduto, os municípios terão facilidade de acesso aos bairros próximos e, ainda, à Rodovia Anhanguera. Do ponto de divisa entre Hortolândia e Sumaré até a Rodovia, são apenas 2,5 quilômetros. Mesmo os bairros sendo vizinhos, a falta de acesso viário entre eles dificulta o tráfego de veículos. Na reunião desta semana, o prefeito cobrou do Estado agilidade na execução da obra, uma vez que todas as etapas que cabiam ao município, como assinatura de convênio e desapropriações, já foram concluídas. A informação do Estado é que os estudos para a construção do viaduto foram concluídos, assim como o projeto executivo. Agora, o Estado busca recursos financeiros para viabilizar a obra.

Atualmente, quem sai de Hortolândia e quer acessar a rodovia, precisa tomar rotas alternativas, como a Estrada Municipal Valêncio Calegari, conhecida como estrada da Honda, ou a SP-101 até o trevo da Bosch. A implantação deste viaduto, além de ser importante via de escoamento de produção das empresas instaladas na região, servirá ainda para a consolidação de um futuro projeto de interligação das Rodovias Anhanguera, Bandeirantes e SP-101.

“Esta é uma obra muito importante não só para Hortolândia, mas para toda a região. Por meio deste viaduto, será possível melhorar o tráfego local e facilitar o acesso à rodovia. Muitas empresas localizadas naquela região vão se beneficiar com esta melhoria”, destacou Meira. No histórico da luta do município pela construção do viaduto, há a aprovação de leis autorizativas para o convênio com o Estado e assinatura de outros convênios de cooperação técnica. Cabe aos municípios de Hortolândia e Sumaré o acompanhamento da obra e a realização de desimpedimentos à execução do projeto. 

O trecho de obras que será executado em Hortolândia é de 360 metros, abrangendo parte do viaduto de transposição da linha férrea, alça de acesso ao viaduto e rotatória na altura do Jardim Nova Europa. O projeto completo do viaduto compreende mais 2,33 quilômetros de sistema viário na cidade de Sumaré.

Corredor Metropolitano

Durante a reunião, o prefeito também tratou com Pelissioni sobre a retomada das obras do Corredor Metropolitano Noroeste Vereador “Biléo Soares”. Nesta quinta-feira (19/03), Meira participou da solenidade de início das obras da Estação de Transferência Pinheiros, em evento com a presença do governador Geraldo Alckmim e do presidente da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) Joaquim Lopes.

A Estação, que faz parte das obras complementares do Corredor Metropolitano, está em construção desde o início de final de fevereiro e deve ser concluída em 10 meses, segundo Alckmim. No início de fevereiro, o prefeito solicitou ao Estado agilidade na execução das obras do Corredor Metropolitano quando o governador esteve em Hortolândia para a inauguração de unidade própria do Corpo de Bombeiros.

A Prefeitura é parceria da EMTU na execução da obras, tendo colaborado com sugestões ao projeto do traçado, realização de desapropriação de áreas, além da construção da Ponte da Integração, erguida pela Administração Municipal para interligar as regiões Leste e Oeste da cidade, e por onde passará a via expressa de ônibus. O custo total da obra foi de R$ 67,9 milhões e a ponte foi concluída em 2014.

A ponte é uma obra de contrapartida da Prefeitura para que o Estado alterasse o traçado original, que anteriormente passaria pela avenida da Emancipação. Com a utilização da ponte, os veículos que seguem pelo Corredor, vindos de outros municípios, não vão confrontar com o tráfego urbano na avenida da Emancipação.

Da Ponte da Integração, o traçado prossegue pela rua Antônio Costa dos Santos, no Jardim Nova América, até o entroncamento com a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre de Proença (SP-101), na altura do Jardim Nossa Senhora de Fátima. Neste ponto, a concessionária Rodovias do Tietê, responsável pela Rodovia SP-101, implantará um dispositivo de acesso do corredor à Rodovia, na altura do km 5, próximo ao Jardim Nossa Senhora de Fátima. O trevo de acesso terá direcionamento de tráfego tanto para Campinas quanto para Monte Mor.

MOBILIDADE URBANA

As obras de mobilidade urbana e sistema viário são prioridades do governo Meira. Com a reestruturação do sistema viário, o governo municipal quer garantir trânsito mais eficiente e seguro, capaz de atender as necessidades da cidade pelos próximos 30 anos. Para isso, são abertas novas ruas e avenidas, pontes e viadutos são construídos, além dos investimentos realizados na recuperação de trechos, com recapeamento, pavimentação e sinalização de diversas vias. Assim, motoristas encontram ruas com tráfego ágil e eficiente, além de os pedestres terem mais segurança.

domingo, 22 de março de 2015

Aos 74 anos, morre no Rio o ator Claudio Marzo


O ator Claudio Marzo, conhecido por papéis como o coveiro Orestes de "Fera Ferida" e o José Leôncio de "Pantanal", morreu na manhã deste domingo (22), aos 74 anos, em decorrência de complicações de um enfisema pulmonar. Ele estava internado no CTI da Clínica São Vicente, na Gávea, desde o último dia 4 de março.

Segundo a assessoria de imprensa da Clínica São Vicente, Claudio Marzo faleceu às 5h40 e ao seu lado estava a filha Alexandra Marzo, fruto do seu casamento com a atriz Betty Faria. "Ela era a acompanhante do paciente nesta madrugada", contou a assessora, que não soube informar sobre o velório e nem o sepultamento. " A família ainda vai decidir tudo isso", completou.

Nos últimos meses, Cláudio Marzo teve diversas passagens pela clínica. Em fevereiro, ele foi internado com problemas respiratórios e pneumonia. Antes, em setembro de 2014,  passou 14 dias no hospital por causa de uma pneumonia. Em outubro, fez uma cirurgia do aparelho digestivo, e, em novembro, ele foi internado com um quadro de hemorragia digestiva e diverticulite.
Cláudio Marzo nasceu em 26 de setembro de 1940, em uma família de operários descendentes de italianos de São Paulo. Abandonou os estudos aos 17 anos para seguir a carreira de ator, trabalhando como figurante na TV Paulista. Em seguida foi contratado pela TV Tupi e logo depois começou a atuar no grupo de teatro Oficina.

Aos 25 anos assinou contrato com a Globo, integrando o primeiro grupo de atores contratados pela emissora, que foi fundada em abril de 1965. Sua estreia na televisão aconteceu na novela "A Moreninha", exibida naquele mesmo ano.

Atuou em diversas novelas globais, com destaque para "Irmãos Coragem" (1970), "Saramandaia" (1976), "Brilhante" (1981), "Fera Ferida" (1993) e "Mulheres Apaixonadas" (2003).

Fora da Globo, participou de "Kananga do Japão" (1989) e "Pantanal" (1990), na TV Manchete. Nesta última ele interpretou José Leôncio e o lendário Velho do Rio. Seu derradeiro trabalho na televisão foi na minissérie "Guerra e Paz" (2009), exibida pela Globo.
Marzo também teve uma carreira de sucesso no cinema, com participação em 35 longa-metragens. Atuou em filmes como "A Dama do Lotação" (1978), "Pra Frente, Brasil" (1982) e "O Homem Nu" (1997), pelo qual recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Gramado. Seu último filme foi "A Casa da Mãe Joana" (2007). 

O ator deixa três filhos de três casamentos com as atrizes Betty Faria, Denise Dumont e Xuxa Lopes.

Três casais contam como é ser 'Estela e Teresa' na vida real

Personagens de 'Babilônia' põem foco em casais gays mais maduros. Elas falam de preconceito, da relação com familiares e do casal da novela.

Fonte: G1

A novela "Babilônia" trouxe à tona um tema pouco explorado na sociedade brasileira: a homossexualidade feminina na terceira idade. Logo no primeiro capítulo, o beijo das personagens Teresa e Estela, vividas pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, gerou milhares de comentários positivos e negativos nas redes sociais e até uma nota de repúdio dos deputados da Frente Parlamentar Evangélica.

Na vida real, idosas casadas com outras mulheres têm histórias parecidas com a de Teresa e Estela. Juntos há décadas, os três casais entrevistados pelo G1 enfrentaram o preconceito numa época em que o tabu era ainda maior, ajudaram a criar os filhos e netos de uma das parceiras e conseguiram fazer o amor resistir às pressões em qualquer relacionamento. 

Elas dizem que gostaram de serem representadas pelo casal da novela, principalmente porque a trama aborda o tema com naturalidade. 

Casal espera primeiro bisneto

A data está gravada nas alianças: 16 de outubro de 1998. Foi nesse dia que Maria Rita Lemos e Fulvia Margotti se conheceram em uma sala de bate-papo virtual na internet. “Procuro pessoa com curso superior e que fale outra língua para um papo inteligente”, escreveu a psicóloga Maria Rita, que morava em Limeira, no interior de SP, e estava se separando do segundo marido.

Formada em educação física e fluente em francês, Fulvia respondeu. Depois, o “papo inteligente” engatou e se transformou em uma amizade virtual. Convidada por Maria Rita para passar a virada de ano com sua família, ela saiu de Cuiabá, onde morava, para conhecer a amiga. “O ônibus parou na estrada e ela veio me buscar. Quando entrei no carro, ela encostou no meu braço ao passar a marcha. Aí a mágica aconteceu”, lembra Fulvia.

Alguns meses depois, ela terminou a relação de dez anos que tinha com outra mulher e se mudou para Limeira. Chegou de carro, após dirigir mais de 30 horas, levando apenas uma muda de roupa, um violão e seu computador. Alugou uma casa vizinha à de Maria Rita e esperou que ela terminasse o relacionamento para que as duas ficassem juntas. Hoje, aos 53 anos, Fulvia é professora de informática na cidade.

Maria Rita, que ficou viúva do primeiro marido e viveu 10 anos com o segundo, diz que nunca se interessou por mulheres antes de conhecer Fulvia. “Ela foi um divisor de águas na minha vida. Eu gostava de ser casada com homens, o sexo era bom, mas as coisas podem mudar. Não me rotulo”, afirma ela, que hoje tem 68 anos.


Segundo a psicóloga, a vida sexual até melhorou, “porque mulher conhece mais o corpo uma da outra”. Mas não é isso o que mais valoriza na sua relação com Fulvia. “O nosso companheirismo é muito grande. Ela largou tudo para ficar comigo. Vendeu o carro para me ajudar a pagar dívidas, faz tudo pelos meus filhos”, diz.
Maria Rita tem três filhos, além de uma neta que cria desde os dois anos de idade. Afirma que todos aceitaram bem a relação homossexual da mãe. Do mais novo, que na época tinha 12 anos, ouviu: “Mãe, você está feliz? É isso que importa”.

Há oito anos, o casal selou a união estável e há três, o casamento civil. A festa foi em um bar GLS. “Minha mãe levou pétalas de rosa, bexigas em forma de coração”, conta Fulvia. “Só ficou frustrada porque não encontrou duas noivinhas para o bolo”, completa, rindo.

“É muito linda a forma como nossa família nos acolheu. Pessoas que lutam contra a família, além de lutar contra a sociedade, sofrem muito”, completa Maria Rita.

Para elas, a batalha pelo reconhecimento da sociedade continua. De vez em quando passam por algum problema: um segurança que queria barrá-las na entrada de uma festa de aniversário, um delegado que discriminou Fulvia quando ela ajudou uma cunhada em um acidente de carro, o consultório de Maria Rita que perdeu pacientes depois que ela assumiu a relação.

“A sociedade não está preparada. As pessoas veem a aliança e perguntam: ‘Quem é seu marido?’ Ou então: ‘O que ela é para você?’ Respondo que ela é minha esposa. Nada como o espontâneo para desarmar as pessoas”, diz Fulvia.

Maria Rita também prefere a franqueza. “Muita gente inventa, apresenta a pessoa como amiga, sobrinha. Eu não queria isso. Por que viver na sombra?”, questiona.

As duas andam de mãos dadas na rua, no shopping, no centro espírita que frequentam. “Mas não ficamos nos esfregando. A gente não agride ninguém. Nisso sou careta até para héteros. Tem coisas que são íntimas do casal”, diz a psicóloga.

Para elas, as personagens lésbicas da novela “Babilônia” têm um papel “importantíssimo” por tratar com naturalidade desse tipo de relação. “São duas mulheres normais, como a gente. As atrizes passam credibilidade e respeito. As pessoas acham que a gente transa o dia inteiro, mas não é assim. A gente faz almoço, leva e busca criança, tem conta para pagar”, diz Maria Rita.

Ela agora está tricotando um casaquinho para o bebê da neta Paloma, que está grávida de três meses. “Vamos ser bisavós!”, conta, orgulhosa.

Nicole, de 22 anos, adora apresentar para todo mundo Willman Defacio e Angela Fontes como suas “duas avós”. Willman tem 67 anos e mora há quase duas décadas com Angela, de 63. “A Nicole tem prazer de contar para as pessoas que tem duas avós. Quando era criança queria que fôssemos nos passeios da escola”, conta Willman, avó de fato da jovem e quem a cria desde os 13.

Auxiliares de enfermagem aposentadas, Willman e Angela se conheceram quando trabalhavam no mesmo hospital. “Eu já olhava para ela com outros olhos, mas ficamos dez anos sem nos ver. Até que marcamos um encontro e estamos juntas até hoje”, relata Angela.

Ela conta que seu primeiro relacionamento homossexual foi aos 23 anos. Na época, ia se casar com um namorado, mas se interessou por uma amiga dele e terminou o noivado. Ficou com a moça por 15 anos, até que se apaixonou por Willman e a deixou.

Já a companheira foi casada por 19 anos com um homem, com quem teve duas filhas. Mas o casamento era “um fracasso”. “Ele bebia demais, me batia. Eu trabalhava em dois empregos e o tempo que ficava em casa era brigando”, lembra. Depois que teve um romance com uma colega de trabalho, Willman criou coragem para terminar sua relação.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Motorista agride aluno autista em Santa Bárbara d'Oeste

Fonte: Todo Dia

Um motorista de um ônibus escolar foi flagrado agredindo um jovem autista, estudante da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), em Santa Bárbara d’Oeste. A agressão ocorreu hoje (12), por volta das 12h30, na volta da escola. O flagra foi feito por uma aluna de 9 anos, que não é excepcional, mas pela primeira vez estava utilizando o mesmo ônibus. Ela contou para a mãe, que só acreditou nas agressões após assistir a filmagem.
 
 
 

Ela procurou a mão do aluno e relatou a situação. A família está em choque e vai decidir amanhã o que será feito. O vídeo mostra o motorista do transporte escolar puxando as orelhas do garoto de 18 anos e que é autista. O vídeo tem pouco mais de seis minutos e mostra o motorista agredindo o estudante verbalmente, chamando de palhaço, incitando os outros alunos e por diversas vezes ameaça dar socos na boca do estudante.

A administração teve acesso ao vídeo através do TODODIA e afirmou que se as agressões forem confirmadas o funcionário será afastado e uma sindicância será instaurada.
 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Boechat: não duvido que haja envolvidos do PSDB na corrupção da Petrobras

 Nesta sexta-feira, o apresentador Ricardo Boechat comenta as últimas notícias da Operação Lava Jato.






Depoimentos à CPI reforçam abusos e violência em trotes


Alunos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) voltaram a relatar casos violência física, verbal e tortura psicológica sofridos dentro e fora do campus em depoimentos na audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Universidades realizada nesta segunda-feia (23)  no plenário da Câmara Municipal de Campinas.  A comissão já havia ouvido quatro estudantes de medicina da PUC em audiência na Assembleia Legislativa, em São Paulo, na primeira semana de janeiro e resolveu agora fazer oitivas em Campinas pela alta demanda de testemunhas que poderiam depor.
 
 
Também está sendo avaliada a necessidade de uma audiência na cidade para ouvir relatos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No caso dessa instituição, porém, já foram colhidos 12 depoimentos em encontro na Capital.
 
 
Nova audiência
 

Ao todo, 23 pessoas foram convidadas para depor. Dez foram ouvidos e seis não compareceram — apenas dois deles com justificativa. Uma nova audiência será marcada na cidade, em data a ser definida, para ouvir o restantes. Quatro alunos acusados de abusos serão os últimos a falar.
 
 
Nesta segunda-feira, além de acusações contra estudantes, também foram feitos relatos de conivência de professores, que inclusive participariam de festas de veteranos. A CPI conduzida pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT) — presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) —, investiga em universidades de todo o Estado denúncias de estupro, racismo e sexismo em trotes. Ainda esta semana, um relatório parcial deverá ser entregue ao Ministério Público.
 
 
Nomes apontados
 
 
Dois alunos de medicina que sofreram abusos e dois professores que presenciaram situações de violência foram os primeiros a serem ouvidos ontem. Uma professora da PUC-Campinas chegou a apontar nomes de alunos que realizam trotes e agiam como aliciadores da violência. “Agrediam fisicamente, psicologicamente, promoviam humilhação pública diante de sua opção sexual. Fez imitar a postura que seria de uma pessoa com essa opção para ridicularizá-lo”, afirmou a professora, referindo-se às agressões sofridas por um aluno de medicina.
 
 
A professora também citou um médico residente que agrediu uma aluna com tapas no rosto e comentou a repercussão da decisão de uma das turmas de medicina da universidade que denunciou um esquema de intimidação, ameaças, violência física e moral e trotes humilhantes. “Teve muita repercussão e muitos boatos de que os 37 (alunos) seriam isolados na vida universitária e prejudicados ao longo da vida acadêmica.”
 
 
Cobrança 
 
 
Além das denúncias de trote, a turma também denunciou o valor cobrado de R$ 90 mil de cada turma para financiar a formatura, realização de encontros, jogos universitários e festas regadas a bebidas e drogas fabricadas pelos próprios estudantes.
 
 
Uma das alunas dessa turma levou à audiência áudios e imagens de conversas com os veteranos pelo celular, onde as ameaças e a conduta do trote ficavam evidentes. “Participamos de um encontro e uma das minhas amigas saiu chorando. Ela tremia. Tive crise de ansiedade e tomo antidepressivo até hoje. Rompemos com a ‘Família Medipuccamp’ não pagando e não participando de certas coisas. A gente é colocado numa situação em que ou naturaliza e reproduz aquela violência ou se revolta”, afirmou.
 
 
Festa com droga
 
 
A estudante falou ainda das festas “Open Bar” ou “Open de Maconha” financiada com o dinheiro da formatura. Outro estudante vítima de trotes também afirmou que desde que ingressou na faculdade, no ano passado, desenvolveu gastrite. “Em um ensaio da medicina, participei com outros ingressantes. Um foi forçado a ficar pelado, servimos bebidas sem camiseta. Juntaram a gente num círculo e nos fizeram ajoelhar, passaram lama, tinta na cara, dançar, pular, berrar. Jogaram cerveja na gente pelado à noite. Fui forçado a memorizar um hino que incentiva o estupro. O pior sentimento era achar que estava fadado a continuar naquela condição”, disse o jovem. À tarde foram ouvidos mais envolvidos, entre eles alunos acusados de promoverem os trotes.
 
 
Segundo o deputado Diogo, a CPI dura dois meses e meio e termina no dia 13 de março porque acaba o seu mandato. Antes disso, ele deve apresentar denúncia ao MP. Esta semana deve haver audiência todos os dias e um relatório parcial será entregue à Promotoria.
 
 
Críticas
 
 
“Tem alguns grupos de advogados querendo trancar a CPI. Temos que entrar imediatamente com o relatório no MP. Vamos entregar um relatório parcial e tentamos continuar com oitivas”, disse.  Ele afirmou ainda que as denúncias de trotes são tantas e tão graves que deveria ter uma CPI para cada uma das universidades.
 
 
“Teria que ter uma CPI para cada uma das medicinas do Estado de São Paulo. Estamos falando de estudantes de medicina das melhores e mais caras universidades do País. Que elite que estamos formando? Fora os outros núcleos da loucura, como Esalq, Poli, Unesp, Rio Preto.” O deputado criticou a postura das universidades e afirmou que elas muitas vezes algumas delas tentam “matar” os processos e sindicâncias para apurar os trotes. 


PUC instala processos disciplinares
 

Sobre os fatos expostos junto à CPI das Universidades, a PUC-Campinas afirmou em nota ontem que já havia sido informada em 2014, quando desencadeou processos disciplinares internos, bem como, a comunicação do ocorrido para as autoridades externas competentes. Afirmou ainda que a prática de qualquer tipo de trote é proibida na universidade e que, comprovada a participação, os autores do trote devem ser submetidos às penalidades previstas em seu Estatuto e Regimento Geral.
 
 
Segundo a PUC-Campinas também é colocado à disposição dos alunos ingressantes o telefone (19) 3343-7241 para reclamações e denúncias de trote a calouros. A PUC-Campinas concluiu a nota dizendo que repudia qualquer atividade que se caracteriza como ato de zombaria, humilhação, violência ou ainda, qualquer situação constrangedora a que os calouros sejam submetidos.
 
 
“Nesse sentido, ofende esta instituição de ensino e sua comunidade a afirmação temerária de que estaríamos tentando ‘blindar’ alunos ou, de qualquer forma, obstar os trabalhos da CPI.”

Tiroteio em campus universitário dos EUA deixa 3 feridos

Incidente ocorreu na Universidade Bethune-Cookman, na Flórida.Dois suspeitos foram detidos.


Um tiroteio no campus da Universidade Bethune-Cookman, em Daytona Beach, na Flórida, Estados Unidos, deixou três pessoas feridas na noite desta segunda-feira (23) . Dois suspeitos foram detidos pelas forças policias, informou a imprensa local.

Nenhum dos feridos corre risco de morte, e, por enquanto, só se sabe que são homens, mas não há informações se são estudantes do centro.

Segundo a versão policial, o tiroteio começou por causa de uma briga provocada por dois homens que chegaram ao centro universitário em um veículo. Um deles fez pelos menos seis disparos com arma de fogo.

Apesar de as investigações ainda estarem em andamento, os agentes consideram que os feridos não tinham envolvimento com a briga.

Uma das vítimas recebeu atendimento no campus, enquanto os outros dois foram transferidos para o hospital Halifax Health Medical Center.

A polícia prendeu dois homens suspeitos de serem os autores do incidente, mas ainda não foram divulgados mais detalhes sobre o caso.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Concursos têm 16,3 mil vagas; agente penitenciário no DF ganha R$ 4.745


Os concursos públicos oferecem 16.310 vagas em várias regiões do país. Existem oportunidades em diversos cargos, destinadas a candidatos de todos os níveis escolares. As remunerações iniciais podem chegar a R$ 26.523,20, dependendo da função desejada.

Na terça-feira (24) terminam as inscrições para o concurso da Secretaria de Estado de Administração Pública do Distrito Federal, que seleciona para 1.100 vagas de agente penitenciário, sendo 200 imediatas e 900 para formar cadastro reserva. 

Para participar, os candidatos devem ter diploma de qualquer curso de nível superior e o salário inicial é de R$ 4.745.

As inscrições custam R$ 77 e devem ser feitas no site http://zip.net/bjqP1p. Mais informações sobre a vaga podem ser vistas na página: http://zip.net/bsqypZ.

Para ver a lista completa de concursos disponíveis nesta semana, com todas as opções, acesse o endereço http://zip.net/bkqyRC.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Alckmin nega que rodízio seja evitado com Cantareira a 14%


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (19), que não tem procedência a informação de que com o Sistema Cantareira chegando a 14% de sua capacidade até o fim de março seria possível evitar um rodízio no abastecimento de água.

"Não há nenhuma procedência nessa informação, nenhuma. Não tem nem discussão em relação a isso", disse a jornalistas após participar de cerimônia de sanção da lei que garante passe livre a estudantes de baixa renda na rede metropolitana de transportes.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, as projeções do governo seriam de que o rodízio poderia ser evitado caso o Cantareira chegue a um patamar entre 13% e 14% até o fim do mês que vem e caso as obras previstas não atrasem. Nesta quinta-feira, o sistema, que é o principal da Grande São Paulo, está com 9,5% da capacidade após 14 dias seguidos de alta com as chuvas recentes.

O governador disse ainda que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) não trabalha com uma data ou tem ainda qualquer limite estabelecido para determinar se haverá rodízio. Ele acrescentou que o aumento recente do nível de todas as represas são notícias positivas, mas que não é possível dizer ainda se o rodízio do fornecimento será evitado.

"A gente não deve neste momento estar fazendo essa discussão. Estamos avaliando dia a dia", afirmou Alckmin, que repetiu a importância de a população continuar economizando água.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Com armamento pesado, quadrilha rouba carga milionária em Viracopos

Bandidos entraram no terminal de cargas na madrugada desta segunda. Processadores de dados foram levados, segundo polícia.


Com armamento pesado, uma quadrilha invadiu o terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na madrugada desta segunda-feira (2).

De acordo com as primeiras informações divulgadas pela polícia, os ladrões teriam levado caixas com placas de processadores de dados da multinacional de tecnologia Motorola, de valor milionário.

No entanto, a assessoria da empresa  informou ao G1 que a carga pertence à Flextronics, fabricante de componentes eletrônicos localizada onde funcionava a fábrica da Motorola em Jaguariúna (SP), que possui a multinacional como um dos clientes.

A assessoria de imprensa da Flextronics não soube precisar se a carga era destinada à Motorola e informou que vai colaborar com as investigações. Já a multinacional informou que não esperava essa carga.

Ação rápida
 
Em dois veículos, pelo menos oito integrantes chegaram ao local e renderam os vigilantes do terminal, na área de importação. Eles estavam armados com fuzis e metralhadoras, segundo a polícia. A ação durou cerca de quatro minutos. Nenhum tiro foi disparado e ninguém ficou ferido.

De acordo com a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, a carga de 70 kg estava dividida em quatro caixas. Segundo a polícia, em um primeiro momento, a carga foi avaliada em cerca de U$ 4 milhões. O valor foi corrigido pela Polícia Federal e se tratam de U$ 2 milhões, o equivalente a quase R$ 6 milhões.

Em nota, a concessionária informou que "as polícias Federal, Civil e Militar, além da Receita Federal, foram imediatamente acionadas e apuram o crime. O aeroporto colabora com as investigações e já disponibilizou as imagens das câmeras de segurança".

A Polícia Federal já está com imagens do circuito interno de segurança do terminal e procura os criminosos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PM suspeito de balear surfista em SC pode ser excluído da corporação


O policial militar Luis Paulo Mota Brentano, de 25 anos, suspeito de balear com três tiros o surfista catarinense Ricardo Santos, 24, que morreu na tarde desta terça-feira (20), pode ser excluído da corporação, segundo o comandante-geral da PM, coronel Paulo Henrique Hemm. Ele é o principal suspeito de ter cometido o crime e, em depoimento à Polícia Civil, o agente confessou ter efetuado os disparos. Ele vai ser transferido ainda nesta terça para seu batalhão de origem, o 8º BPM em Joinville, no Norte do estado.

Foto: Ricardo dos Santos era conhecido mundialmente por ser especialista em ondas grandes e tubulares (Foto: Instagram de Ricardo dos Santos/Reprodução).

"Não estamos medindo esforços na apuração, haja vista que logo em seguida do fato quando a polícia foi acionada, chegaram ao local, houve a prisão, foi conduzido à Delegacia de Polícia, onde, já de imediato, foi feito o flagrante e está sendo conduzido o inquérito policial. Isso vai nos apoiar para a realização do processo administrativo disciplinar, que poderá findar com a exclusão desse policial das fileiras da corporação", disse Hemm sobre o soldado que está há seis anos na corporação.

Ricardinho, como é conhecido pelos amigos, levou três tiros entre o tórax e o abdômen, na manhã de segunda-feira (19), após um desentendimento com o policial, que estava acompanhado do irmão, menor de idade. O surfista morreu às 13h10 desta terça, no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis. Ele passou por quatro cirurgias - três delas na segunda -, mas não resistiu aos ferimentos. Durante os procedimentos feitos na segunda, que duraram cerca de sete horas, ele recebeu 24 litros de sangue. No dia seguinte, pela manhã, uma nova operação foi realizada para estancar uma nova hemorragia, mas o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

O inquérito da PM deve ser concluído em 20 dias. Já a investigação da Polícia Civil tem até 30 dias para ser finalizada. Conforme a PM, Bretano respondeu por outros processos criminais e foi absolvido em todos.

Foto:  Mãe do surfista Ricardo dos Santos é amparada em Palhoça, SC (Foto: Betina Humeres/Agência RBS)
 

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marcelo Arruda, será solicitada a mudança da tipificação do crime de tentativa de homicídio para homicídio doloso (quando há intenção de matar) qualificado, alteração que ainda deve ser analisada pela promotoria de Justiça.

O comandante-geral da PM afirmou que o policial deveria ter agido dentro dos preceitos legais da corporação mesmo estando sem farda ou de férias. "Ele teria que se identificar, procurar ver o que estava acontecendo, se tinha algo que fugia aos padrões e tentar resolver da melhor forma possível", declarou Hemm.

Ricardinho era reconhecido mundialmente como especialista em ondas pesadas e tubulares. A família pretendia cremar o corpo e jogar as cinzas no mar da Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Florianópolis, mas, devido à dificuldade nos trâmites para emissão da escritura de cremação, os familiares decidiram realizar o enterro, nesta quarta-feira (21). O velório deve começar, por volta das 22h30 no salão paroquial da igreja da Guarda do Embaú.

Versões
 
Em depoimento na segunda, Brentano afirmou que atirou em legítima defesa, já que a vítima estaria com um facão. "Disse que a vítima teria tentado agredir e que ele teve que se defender", afirmou o delegado Marcelo Arruda. O menor de idade que acompanhava o PM na hora do crime e seria seu irmão contou a mesma versão. Ele foi ouvido como testemunha e liberado pela polícia.

Foto:  Suspeito de matar Ricardinho, Luis Brentano é da PM de Joinville (Foto: Reprodução/Facebook)

No entanto, segundo Arruda, os policiais militares que atenderam a ocorrência não apreenderam nenhum facão no local dos disparos. Já a arma e o carro do policial foram encaminhados para o Instituto Geral de Perícias (IGP).

Além de ouvir os PMs que foram ao local do crime, a Polícia Civil também colheu depoimento do avô e de um tio de Ricardinho, que afirmaram não ter havido nenhum tipo de agressão que motivasse os disparos, segundo Arruda.

O PM estava em férias no dia do crime. Segundo a tenente-coronel Claudete, um policial tem direito a permanecer com porte de armas mesmo em recesso.

Testemunhas
 
Testemunhas do crime contaram à polícia que, por volta das 8h30 de segunda, Ricardinho e o avô dele, Nicolau dos Santos, estavam se organizando para começar o conserto de um cano que traz água do morro e abastece as casas da família.

Foto:  Ricardo dos Santos morava na Guarda do Embaú (Foto: Instagram Ricardo dos Santos/Reprodução)

Um carro estava parado sobre o ponto onde o cano passa. O surfista teria pedido aos dois ocupantes para que o automóvel fosse tirado dali, mas um deles teria reagido de forma agressiva.

O morador da Guarda do Embaú Mauro da Silva relatou que o policial disse "quem manda aqui é nós". "No exato momento, eu cheguei junto e o Ricardo falou 'como quem manda aqui é nós se eu nasci aqui, nunca vi vocês aqui'. Eu cheguei e falei 'não, cara, é melhor vocês saírem'".

Segundo os moradores não houve uma discussão forte e, quando todos achavam que o motorista estava saindo com o veículo, o policial sacou uma pistola e atirou duas vezes contra Ricardo.

O atleta ainda tentou fugir, mas foi atingido por mais um tiro nas costas, conforme testemunhas.

Outra versão de testemunhas afirma que o policial e o irmão estariam consumindo drogas na frente da casa do surfista, que pediu para eles saírem do local. Teria havido uma discussão e os tiros. O inquérito policial deve indicar o que realmente aconteceu.

Para a PM, as versões sobre o crime ainda estão contraditórias quanto ao suposto uso de drogas. "Foi o próprio soldado que solicitou o exame toxicológico. Ele confessou que teria ingerido álcool na noite anterior, mas não outras drogas", disse a tenente-coronel Claudete.

O resultado do exame será encaminhado à delegacia de Polícia Civil e depois compartilhado com a Corregedoria Militar, responsável pelo inquérito militar.